Sudeste: mais de 40% não têm auxílio de saúde

Número de sem-auxílios na região cresceu 16 pontos percentuais em relação a 2020, aponta levantamento.

Pesquisa realizada em junho pela Ticket com mais de 1.500 trabalhadores revelou que 41% dos participantes da Região Sudeste não possui nenhum auxílio voltado à saúde. Em levantamento realizado pela marca no ano passado, esse índice era de 25%, ou seja, o número de trabalhadores sem auxílios nesta área aumentou 16 pontos percentuais.

Entre os demais respondentes da nova pesquisa, cerca de 16% possuem plano de saúde totalmente custeado pela empresa, outros 18% têm um plano parcialmente pago pelo local em que trabalham e 17% possuem planos pagos pela companhia, mas com coparticipação nos serviços utilizados. Por fim, 6% pagam um plano de saúde particular ou são dependentes no plano de um familiar, e menos de 2% possuem benefícios diferentes de saúde, sendo particulares ou custeados pelas empresas.

Quando questionados se possuem pessoas próximas (familiares ou companheiros) que não têm plano ou auxílio de saúde, 53 % responderam que sim e, se possível, gostariam de incluí-los em seu próprio plano. Quase 38% não conhecem ninguém nessa situação e apenas 9% conhecem, mas não gostariam de incluí-los em seu auxílio saúde.

“A pesquisa revelou que as empresas são as grandes facilitadoras do acesso da população a serviços de saúde, seja custeando parcialmente ou de forma integral. No entanto, muitos trabalhadores estão sem auxílios deste tipo. Isso mostra a importância da existência de soluções inovadoras que sejam acessíveis para quem contrata e que entreguem valor para quem usa”, comenta Felipe Gomes, diretor-geral da Ticket.

Quando o assunto é a realização de check-ups de saúde, o índice também piorou: 36% disseram que não realizam ou nunca fizeram a avaliação, percentual 11% maior do que em 2020. Outros 19% dos entrevistados realizam, mas não seguem uma periodicidade específica. Entre os que estão habituados a fazer avaliações de saúde com frequência, 23% afirmaram que vão ao médico anualmente, percentual 9% menor do que o levantamento realizado em 2020.

Outro dado que a pesquisa revelou é que 29% das pessoas não se consultaram com profissionais de saúde desde o início da pandemia, enquanto 54% realizaram consultas presenciais, 5% recorreram à telemedicina e 11% alternaram entre consultas presenciais e virtuais.

Já estudo do Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (Iess) aponta que os planos de saúde empresariais registram crescimento de 1,27 mi de beneficiários em 12 meses.

O informativo Nota de Acompanhamento de Beneficiários (NAB) constata que, em maio desse ano ante o mesmo mês do ano passado, 1,27 milhão de beneficiários ingressaram em planos de saúde médico-hospitalares empresariais – aqueles que são vinculados ao CNPJ das empresas e, na maioria das vezes, concedido aos funcionários -, crescimento de 4%. No trimestre, em maio ante fevereiro, a variação foi positiva em 1,6%, ou 502,6 mil novos vínculos. O mercado de planos de saúde, como um todo, registrou crescimento de 2,9% em 12 meses, ou 1,33 milhão de novos beneficiários.

Levantamento realizado pela equipe de pesquisadores do Iess constatou que, em 12 meses, o saldo do Caged foi de 2,58 milhões de novos empregos no País. No período, a indústria respondeu por 635,96 mil vagas adicionais, enquanto o segmento de serviços representou acréscimo de 837,97 mil contratações.

Na comparação trimestral, maio ante fevereiro, o saldo do Caged foi de 574 mil empregos, sendo 104,5 mil novos postos na indústria e 259,75 mil em serviços.

Outro motivo que explica o salto dos planos empresariais se refere aos contratos com até 29 vidas. Nesse segmento, empreendedores e pequenos empresários podem contratar planos. Além desses, há que se registrar o elevado número de novas inscrições como Microempreendedores Individuais (MEI), que também podem contratar plano de saúde empresarial.

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