Mais de 50% espera voltar ao trabalho presencial em seis meses

Por outro lado, neste ano, 69% das empresas devem manter o sistema remoto.

Estudo mostra que 51% da força de trabalho brasileira já foi comunicada que o retorno ao trabalho presencial será nos próximos seis meses. Além disso, quatro em cada 10 profissionais receberam indicações de que poderão trabalhar em casa no longo prazo e/ou opções de horários flexíveis. De acordo com o Índice de Confiança do Trabalhador do LinkedIn, este cenário reforça o sentimento de confiança dos trabalhadores quanto à busca de emprego, renda e carreira. Em julho deste ano, o índice atingiu uma média de 63 pontos, apresentando uma leve alta e permanecendo estável se comparado aos últimos meses.  Entre os principais motivos apontados para justificar este otimismo estão a confiança na experiência de trabalho e educação individual, perspectivas de aumento de renda e desenvolvimento de carreira. Por outro lado, a falta de oportunidades no mercado e a situação da pandemia são considerados fatores que desencorajam os profissionais.

A pesquisa aponta que a geração Z é a que se mostra mais entusiasmada pela ideia de ter um espaço físico focado apenas no trabalho. Para estes profissionais, a possibilidade de avançar na carreira o quanto antes e os benefícios oferecidos neste ambiente também são encorajadores nesta volta.

Dois terços desses jovens afirmam que a ideia de se arrumarem para o trabalho é mais um incentivador. Por outro lado, menos da metade dos millennials se sentem desta forma. Para eles, assim como para a geração X e os baby boomers, a oportunidade de colaborar pessoalmente e a socialização com colegas e clientes são os mais motivadores.

E, diferentemente da geração Z, os baby boomers não veem tanta vantagem em ter um espaço só para as tarefas do dia a dia, assim como não acreditam que serão capazes de tirar proveito das vantagens do ambiente físico quando comparado ao que o formato remoto oferece. Eles afirmam que a sensação de conforto associado ao período pré-pandemia, atrelado a um sentimento de “agora está do jeito que costumava ser” é um dos principais fatores que os motivam a voltar.

Já segundo o IT Snapshot 2021, levantamento anual que retrata as tendências e prioridades do setor de Tecnologia da Informação no país, promovido pela Logicalis, 68% das companhias entrevistadas revelaram que o trabalho remoto permanecerá como modelo de trabalho ou, caso não, as políticas corporativas serão flexibilizadas. Apenas 27% dos entrevistados afirmaram que as políticas e rotinas voltarão aos padrões de 2019 a partir do segundo semestre de 2021, com a maioria dos colaboradores retornando aos escritórios.

Mesmo nas verticais em que o teletrabalho foi menos adotado, como comércio e manufatura, a expectativa é que haja mudanças no modelo: no comércio, 54% das empresas adotarão políticas mais flexíveis, e em manufatura, 13% continuarão a ter profissionais neste modelo enquanto mais de 42% flexibilizarão suas políticas.

O novo modelo também trouxe importantes discussões sobre a forma de se trabalhar. Ao mesmo tempo em que o home office trouxe a percepção de melhor qualidade de vida (apontada por 47% dos respondentes), acarretou também em um volume maior de trabalho por conta das reuniões virtuais em excesso (46%) e dificuldade de limitar o horário de trabalho (38%).

A pesquisa também destacou as tendências tecnológicas relacionadas ao trabalho remoto. Soluções de segurança (como VPNs), de videoconferência e de colaboração na nuvem tiveram níveis de adoção bem elevados, com 97%, 97% e 84%, respectivamente, considerando tanto as soluções já implantadas anteriormente quanto implantadas emergencialmente por conta da pandemia.

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