Mais de 50% rejeitam pagar por vacina, se oferecida pela rede privada

Pesquisa Exame/Ideia divulgada nesta sexta-feira apontou que 52% das pessoas não aceitam pagar pela vacina contra a Covid-19 caso houvesse oferta por laboratórios particulares antes da rede pública, ao passo que 31% responderam que comprariam e 17% não souberam dizer.

Alguns laboratórios já estão em busca de métodos para oferecer a aplicação de vacinas contra a Covid-19 e, de acordo com o estudo, 49% estariam dispostos a pagar até R$ 100; 27%, até R$ 250; 9%, até R$ 500; 3%, até R$ 1.000; só 1%, acima de R$ 1.000; e 11% não sabe. Por isso, a pesquisa ainda questionou quanto tempo os brasileiros estariam dispostos a esperar por uma vacina oferecida pela rede pública de saúde antes de buscar por uma vacina na rede privada: 23% até dois meses, 26% de dois a seis meses, 20% mais de seis meses e 31% não sabem.

“No campo da vacinação, um terço dos brasileiros pagaria por uma vacina se fosse oferecida no setor privado. É um percentual significativo, com tendência de crescer caso o governo não consiga aumentar a velocidade de vacinação”, diz Maurício Moura, fundador do Ideia, instituto de opinião pública.

O levantamento também indagou se a população deveria receber o auxílio emergencial e qual deveria ser o valor mínimo a ser liberado: 64% responderam que deveriam receber e 53% afirmaram R$ 600 por mês.

“Em termos econômicos, o desemprego e a baixa perspectiva de recuperação de renda das famílias apontam para um cenário de aumento da demanda pelo auxílio emergencial (64% responderam que deveriam receber). Os índices mais altos figuram entre os mais pobres e os que moram no Norte do país. Nesses segmentos, a situação é bem grave”, disse Maurício.

A pesquisa foi realizada com uma amostragem de 1.200 pessoas, aceitando uma margem de erro máxima prevista de aproximadamente 3 pontos percentuais, para mais ou para menos.

Nos EUA, a Agência de Alimentos e Medicamentos (FDA) aprovou nessa quinta-feira (25) o armazenamento e transporte da vacina contra a Covid-19 desenvolvida pela Pfizer e a parceira alemã BioNTech em temperaturas de congelador padrão por até duas semanas, em vez de instalações ultrafrias.

“Temperatura alternativa para transporte e armazenamento ajudará a aliviar a carga de aquisição de equipamentos de armazenamento ultrabaixo para locais de vacinação e deve ajudar a levar a vacina a mais locais”, disse Peter Marks, diretor do Centro de Avaliação e Pesquisa Biológica da FDA.

Na semana passada, as empresas pediram ao órgão regulador de saúde dos EUA que alterasse as exigências de temperatura para sua vacina contra Covid-19, permitindo potencialmente que fosse mantida em refrigeradores de farmácia.

Novos dados foram encaminhados à FDA, em apoio a uma proposta de atualização da bula de uso emergencial que permite que as ampolas de vacina sejam armazenadas entre -25ºC e -15ºC por até duas semanas, como alternativa ao armazenamento em congelador de temperatura ultrabaixa.

Em dezembro, a FDA concedeu autorização para uso de emergência da vacina da Pfizer/BioNTech armazenada em congelador ultrafrio, com temperaturas entre -80ºC e -60ºC.

 

Com informações da Agência Brasil, citando a Reuters

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