Mais de 60% adquiriram ao menos um genérico em 12 meses

Estoque, Farmácia Popular, facilidade de estacionar e bom atendimento também pesam na escolha da farmácia.

O mercado farmacêutico vem em um contínuo caminho de crescimento em uma comparação dos resultados dos últimos 12 meses em um período finalizados em março de 2021 com o mesmo período do ano anterior, os resultados apontaram uma alta de 16,2% dos valores vendidos, segundo dados da IQVIA.

Para analisar esse mercado foi realizada a Pesquisa Sobre o Comportamento do Consumidor em Farmácias no Brasil – Edição 2021, aplicada pelo Instituto Febrafar de Pesquisa e Educação Corporativa (Ifepec) em parceria com a Unicamp e que entrevistou 4 mil consumidores de farmácias em todo o país.

A pesquisa analisou quais o comportamento e os tipos de medicamentos que são adquiridos pelos consumidores e apontou que, entre os entrevistados, o gasto médio de compra foi de R$ 54,01.

Segundo as respostas dos consumidores, 62,6% compraram pelo menos um genérico dentre os produtos adquiridos, desses 25% compraram apenas genéricos. Já em relação aos produtos de marcas, ele fez parte das compras de 63,9% dos consumidores e 24,4% compraram apenas esses produtos. Já os não medicamentos participaram de 23,4% das cestas de compras e apenas 4,6% compraram apenas essa categoria.

Dos entrevistados, 75,4% afirmaram escolher os estabelecimentos pelos preços e 14,9% apontaram a localização como fator importante para a escolha. Além desses fatores, foram considerados também: o estoque (5,1%), possuir atendimento da Farmácia Popular (2,4%), a facilidade de estacionar (0,9%) e o bom atendimento (1,1%).

Ainda segundo o Febrafar, os consumidores das farmácias priorizam os preços baixos e programas de fidelidade nas compras nestes estabelecimentos e alteraram alguns hábitos em função da pandemia. A pesquisa também apontou a grande importância dos preços para o público frequentador de farmácias. Isso se observa na resposta à pergunta sobre o principal fator para a escolha de uma farmácia, 75,4% dos entrevistados afirmaram que o preço foi primordial na decisão.

Um dado importante apresentado no material é em relação às pesquisas de preços por parte dos consumidores, 88,4% dos entrevistados afirmaram que não costumam realizar essa ação antes das compras, 8,7% afirmaram que não pesquisaram preços naquele dia específico, mas que costumam pesquisar, 1,8% afirmaram que pesquisaram naquele dia e 1,1 pesquisaram através da internet.

Os consumidores foram questionados se ocorreram alterações nos hábitos de compra de medicamentos, 75% dos entrevistados afirmaram que sim.

A principal mudança no comportamento dos consumidores, citada por 49,7% dos entrevistados, foi a redução de visita às farmácias. Resultado esperado devido às restrições de locomoção vigentes na época da pesquisa. Em contrapartida, 21% dos entrevistados afirmaram terem comprado mais por WhatsApp no período.

Em relação ao comportamento dos consumidores nas farmácias, a pesquisa apontou que 81% dos consumidores tinham adquiridos todos os medicamentos que queriam. Porém, do 19% que não adquiriram totalmente ou parcialmente os produtos que queriam, o principal motivo para essa ruptura foi a falta de estoque do produto na farmácia (70,6%) e 25,2% deixaram de comprar por questões financeiras.

Essa foi a quinta edição da pesquisa que busca uma análise do perfil de consumo e que desta vez também buscou analisar os reflexos da pandemia para os frequentadores de farmácias.

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