Mais de 7.600 mortes e Dória e Covas reabrem comércio

‘Não poderemos ampliar a desigualdade na cidade, já que as creches e escolas ainda não voltam a funcionar’, pede prefeito.

São Paulo / 23:01 - 1 de jun de 2020

Siga o Monitor no twitter.com/sigaomonitor

O Estado de São Paulo registrou nesta segunda-feira 7.667 óbitos e 111.296 casos confirmados pelo coronavírus. Entre as pessoas diagnosticadas, 21.476 foram internados, curados e tiveram alta hospitalar. Das 645 cidades, houve pelo menos uma pessoa infectada em 526 municípios, sendo 267 com um ou mais óbitos. Ainda assim, o governador João Dória iniciou as ações ligadas aos protocolos sanitários do Plano São Paulo para permitir a retomada econômica de serviços e atividades não essenciais durante a pandemia do coronavírus. A quarentena continua em vigor em todo o território paulista até dia 15, com diretrizes específicas para cada uma das fases do planejamento que permite o retorno gradual e seguro da atividade econômica.

São ao todo cinco fases. A fase 1 é aquela que prevê mais restrições. A fase 5 é aquela em que há mais atividades liberadas, mas também seguindo mecanismos de controle. O cálculo que define em qual fase uma região está leva em conta, por exemplo, a capacidade do sistema de saúde da região e a evolução do número de casos, internações e óbitos provocados pela covid-19.

Em todos os 645 municípios, a indústria e a construção civil seguem funcionando normalmente. A interdição total de espaços públicos, teatros, cinemas e eventos que geram aglomerações (festas, shows e campeonatos, entre outros) permanece por tempo indeterminado. A retomada de aulas presenciais no setor de educação e o retorno da capacidade total das frotas de transportes seguem sem previsão.

A prefeitura de São Paulo começou nesta segunda-feira a receber protocolos enviados por associações para verificar a possibilidade de reabertura de estabelecimentos comerciais dos setores de imobiliárias, concessionárias, escritórios, comércio e shoppings centers. Os protocolos para garantir a saúde de trabalhadores e clientes precisam ser validados pela Vigilância Sanitária municipal.

Bruno Covas (PSDB) já havia anunciado as exigências para que os setores da economia possam voltar a funcionar, com a flexibilização da quarentena em todo o estado. “Não poderemos ampliar a desigualdade na cidade, já que as creches e escolas ainda não voltam a funcionar. A funcionária mulher não deve ser penalizada. É sempre sobre a mulher que recai a obrigação de cuidar dos filhos. Não podemos ter demissões das funcionárias mulheres. Vamos ver de que forma os setores vão assumir esse compromisso com a cidade de São Paulo” disse Covas.

O prefeito pediu ainda que a população continue a respeitar o isolamento social e use máscaras. Ele ressaltou que, caso a situação da cidade piore, pode haver regressão no plano de retomada. Covas explicou que, se os índices piorarem, a cidade volta a ser classificado como município em região vermelha no estado de São Paulo e todos os setores aptos à reabertura voltam a fechar.

Siga o Monitor no twitter.com/sigaomonitor