Mais de 870 mil brasileiros ainda estão na malha fina

Principais motivos foram omissão de rendimentos sujeitos ao ajuste anual (de titulares e dependentes declarados) e deduções da base de cálculo.

O número de brasileiros que foram para na malha fina de 2021 foi grande em 2021. Segundo dados da Receita Federal, entre março e setembro de 2021, foram recebidas 36.868.780 declarações do IRPF 2021, ano-base 2020. Se no ano passado foram 700.222 declarações que caíram na malha fina, neste ano o número subiu, chegando a 869.302 declarações foram retidas em malha.

Isso representa que 2,4% do total de documentos entregues ficou nessa situação. São 666.647 declarações com Imposto a Restituir (IAR), representando 76,7% do total em malha; 181.992 declarações, ou 20,9% do total em malha, com Imposto a Pagar (IAP) e 20.663, com saldo zero, representando 2,4% do total em malha.

Segundo a Receita, os principais motivos que levaram a população a malha foram 41,4% de omissão de rendimentos sujeitos ao ajuste anual (de titulares e dependentes declarados); 30,9% de deduções da base de cálculo (principal motivo de dedução – despesas médicas); 20,0% de divergências no valor de IRRF entre o que consta em Dirf e o que foi declarado pela pessoa física – entre outros, falta de informação do beneficiário em Dirf, e divergência entre o valor informado entre a DIRPF e a Dirf.

Já os outros 7,7% são motivados por deduções do imposto devido, recebimento de rendimentos acumulados, e divergência de informação sobre pagamento de carnê-leão e/ou imposto complementar.

Enviar a declaração com dados errados ou faltando informações é um grande problema relacionado ao tema, potencializado pelo descuidado e pressa para envio das informações e isso, somado com as complicações para preenchimentos, ocasionam erros que comprometem a declaração, podendo levar até mesmo à malha fina da Receita Federal e a pagar altas multas.

Já o Impostômetro, painel instalado na sede da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), no Centro Histórico da capital paulista, registra hoje, às 19h47, a marca de R$ 2 trilhões. Esse é o montante pago pelos contribuintes desde o primeiro dia do ano aos governos federal, estaduais e municipais. Em 2020, este valor foi registrado no dia 22 de dezembro, o que significa que os brasileiros estão pagando mais impostos neste ano.

De acordo com o economista da Associação Comercial, Ulisses Ruiz de Gamboa, a antecipação do registro em 70 dias neste ano deve-se a duas explicações básicas: a retomada econômica e a alta da inflação.

“A retomada da atividade econômica, devido ao avanço da vacinação, é um dos principais fatores que levaram ao aumento do valor pago em impostos”.

Ele também destaca que a aceleração da inflação, que incide sobre maior parte dos preços de bens e serviços, contribuiu para o aumento.

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