Mala

O relatório de 2004 do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) chama atenção para o grande número de operações de compras de imóveis em dinheiro vivo no Rio de Janeiro, situações “potencialmente suspeitas”. O número é bem maior que em São Paulo, que gera 32% das comunicações de operações suspeitas, de todos os setores, ao órgão do Ministério da Fazenda, enquanto o Rio responde por apenas 18% das denúncias.

Três em um
Um ato público contra a corrupção no Brasil, contra o modelo econômico subordinado ao FMI e a favor dos servidores públicos será realizado no próximo dia 28, a partir das 14h, no auditório da ABI, no Centro do Rio de Janeiro. O ato é uma iniciativa do Partido Democrático Trabalhista (PDT) com o apoio do PPS, do PSol, do PV e de entidades diversas, entre elas a própria ABI e o Movimento em Defesa da Economia Nacional (Modecon).

Via tributos
A proposta de adoção de uma meta de déficit nominal zero foi criticada pela Federação das Indústrias do Rio de Janeiro. Não pela preocupação, comum a industriais e demais setores produtivos, de que o corte nos investimentos do governo possa piorar a deterioração da economia e agravar a crise social. A Firjan teme que a proposta leve ao fim da política de metas de inflação e acha que o grande risco que se corre é de o ajuste se dar inteiramente via aumento da carga tributária.
Assim a federação fluminense quer manter a política fiscal direcionada para um resultado primário elevado, acima do atual; adotar um programa de redução dos gastos correntes; e desvincular parte das despesas rígidas (leia-se saúde e educação).

Unilateral
No seminário bilateral de comércio exterior e investimentos Brasil e Argentina, promovido pela Federação das Câmaras de Comércio Exterior (FCCE), o painel intitulado “Políticas macroeconômicas” só tinha palestrantes chapa-branca brasileiros. Funcex, Banco do Brasil, Ministérios da Fazenda e Relações Externas do Brasil tiveram mesa presidida pelo ex-presidente do Banco Central Carlos Langoni. Nenhum palestrante argentino.

Mercado externo
A francesa Essilor, que fabrica lentes Varilux em Manaus, pretende exportar, até o final de 2005, 20% das 20 milhões de lentes que serão produzidas. As lentes seguirão para países latino-americanos e asiáticos, além do Canadá e Austrália. A multinacional investiu R$ 15 milhões, nos últimos dois anos, na unidade amazonense.

Falência
Até o dia 2 de agosto, a Comissão de Assuntos Legislativos da OAB-RJ promove ciclo de palestras sobre a Nova Lei de Falências. Nesta terça-feira – e também no dia 19 – o advogado Jorge Lobo, especialista em aquisição e recuperação de empresas, vai abordar diversos pontos de abrangência da nova lei, em vigor desde o dia 9 de junho. Serão atribuídas três horas de estágio aos estudantes de direito que participarem de cada palestra. A OAB-RJ fica na Rua Marechal Câmara 150/9º andar – Centro. Mais informações pelo telefone (21) 2272-2001.

Tô fora
Cerca de 30% dos concursados e nomeados para o INSS entre 2003 e 2004 desistiram do cargo. O principal motivo da desistência são os baixos salários, segundo o presidente da Associação Nacional dos Servidores da Previdência Social (Anasps), Alexandre Barreto Lisboa. Embora reconheça os esforços do governo Lula para renovar os quadros do INSS, inclusive substituindo 3.500 terceirizados por concursados, Lisboa observa que, embora nos últimos dois anos 6.511 servidores tenham sido contratados pelo instituto, nos mesmo período as aposentadorias e demissões atingiram cerca 7 mil.
O presidente da Anasps salienta que essa defasagem implicou a ampliação da carga nas unidades de atendimento: “A força total de trabalho – na ponta e na retaguarda – de 30 mil servidores está movimentando mais de 3 milhões de processos/mês. Isso reduz a qualidade no atendimento, gera filas, represamento, críticas, desgastes”, salienta Lisboa.
Em resumo, a principal vítima das políticas fiscais é sempre brasileiro dependente dos serviços públicos.

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Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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