Manoel Felix Cintra Neto está magoado com os

Acredite se Puder / 17:49 - 1 de jun de 1999

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senadores e com a imprensa. No último número da Resenha BM&F, o presidente da Bolsa de Mercadorias & Futuros revela sua amargura com as críticas sofridas durante a primeira fase da CPI dos Bancos e ressalta o desconhecimento técnico dos parlamentares e dos jornalistas sobre o mercado de derivativos. Para o dirigente, chamar a BM&F de cassino "é não enxergar suas funções econômicas, reconhecidas em qualquer país desenvolvido e preferir o estardalhaço, o não-esclarecimento". Parece que Felix Cintra ficou realmente abalado foi com o fato dos brasileiros terem constatado que o sistema de garantias da entidade é falho. Por causa disso, garante que "a BM&F não é terra de ninguém, como chegou a ser tratada. É uma instituição regulada e fiscalizada pelo Banco Central e pela Comissão de Valores Mobiliários, além de considerada, por seus usuários, como uma das bolsas mais bem administradas do mundo. Mais adiante, o presidente da BM&F abandona a postura de mártir e parte para o ataque, criticando a proposta para a criação do órgão que retirará do Banco Central as tarefas de fiscalização do setor bancário. A CPI "teria em muito colaborado se, em vez de propor essa divisão de forma afoita e sem maiores discussões, buscasse amplo debate sobre o tema, incluindo-se aí a própria desoneração do BC de tarefas que não lhe são afeitas, caso da regulamentação dos consórcios". Todo cuidado deve ser tomado para se evitar a burocratização excessiva e a criação de normas que possam engessar as instituições, em nome de uma regulamentação pretensamente moralizadora. Ora se a BM&F não falha na exigência das garantias e é uma instituição bem administrada, então porque teme um novo tipo de fiscalização? Os brasileiros, no entanto, pouco estão se importando se haverá burocratização excessiva em nome da regulamentação pretensamente moralizadora. Ninguém quer outro Nahas especulando com o boi gordo e afetando toda a população. Ninguém quer mais corretores paulistas brigando com o Nahas e destruindo o mercado de capitais do Rio de Janeiro. E ninguém quer mais uma bandalheira financeira como a registrada no último verão. Está engraçada a confusa guerra da Embratel com a Telemar. A primeira, por considerar enganosa, vai recorrer à Anatel para tirar do ar a campanha publicitária da segunda sobre a mudança de código. Tudo isso só porque a Telemar passa para a população a idéia que, a partir do dia 3 de julho, todos poderão com o código 31 fazer ligações para cidades fora de sua área de atuação, que vai do Rio de Janeiro ao Amazonas. Acontece que a Anatel, por tempo determinado e para facilitar a adaptação aos novos códigos, autorizou as holdings de telefonia fixa a usar seus códigos nas chamadas para fora de suas regiões. Para os brasileiros o que interessa é a concorrência que derruba os preços. A Tele Centro Sul anunciou que a operadora do Paraná cobrará taxa de R$ 1,00, sem impostos, para a instalação de telefones fixos. Nos demais estados sob a sua responsabilidade, a cobrança será de R$ 7,00, também sem impostos. Embora a briga da Embratel com a Telemar seja indiferente para a sociedade, agora todos querem saber: Purificación Carpinteyro, diretora de assuntos externos da Embratel, é brasileira?

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