Maquiagem – 1

O destaque é do Ex-blog do prefeito do Rio, Cesar Maia, a partir de estudo publicado na Revista do Ipea: “A taxa de desemprego no Brasil não inclui o chamado emprego precário que alcança 3,7%. Ou seja, se a taxa de desemprego está em 10%, para comparação com os países desenvolvidos, ela estaria em 13,7%.”

Maquiagem – 2
Segue o Ex-blog: “Os gastos com Seguridade Social alcançam 12,7% do PIB, sendo que 7,4% são os pagamentos de benefícios básicos. Mas há um item no final que mostra uma contabilidade fraudada. Nestes 12,7% são incluídos os inativos e pensionistas da União, que deveriam estar alocados no orçamento fiscal/previdenciário da União, como o fazem estados e municípios. São 2,14% do PIB. Com isso se falsifica o déficit público, que é de fato menor em 2,14% do PIB. E se incham os gastos do INSS, que deveriam ser 10,6%.

Sucesso em Brasília
CryptoCell Secure ID, uma solução utilizada para eliminar o risco de grampo telefônico em conversações via celular, está sendo lançada no Brasil pela Starctic, especializada em sigilo de informações. O público-alvo da empresa são executivos de alto escalão de áreas estratégicas das grandes corporações, principalmente “segmentos que trabalham com informações críticas, como mercado financeiro, indústria de inovações e repartições de governo”.
Edison Santos, gerente da Starctic, alerta que “nos últimos anos, o crime organizado conseguiu recrutar profissionais de telecomunicações e tecnologia da informação capazes de montar centrais de escuta a baixo custo e em questão de horas”, inclusive da tecnologia GSM, que era considerada à prova de clonagem. O preço do sistema mais barato, instalado no aparelho Nokia N-70, é R$ 4.400.

Vida real
O “risco país” que, em queda faz a festa dos especuladores externos e internos, não se reflete na melhora dos níveis de emprego, como reafirmaram os números divulgados, quinta-feira, pelo IBGE.

Pane
O ritmo da queda do dólar assusta até alguns doleiros.

Exótico
Ao tentar justificar a inércia do Banco Central (BC) diante do derretimento do dólar e de suas repercussões sobre a desindustrialização e o desemprego, o presidente do BC, Henrique Meirelles, alegou que sua gestão se alinha com a da maioria dos países, que não têm metas para juros nem câmbio. Faltou acrescentar: nem para inflação. Descartado pelos BCs de Estados Unidos, Europa, Japão e China, esse exotismo econômico é fetiche restrito a meia dúzia de países, não por acaso, todos nações com forte déficit de crescimento.

Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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