Maquiagem climática

Secretário-geral da Organização Meteorológica Mundial (OMM), Michel Jarraud tenta minimizar o escândalo do “climagate” – descoberta de e-mails que vazaram da unidade de pesquisa climática da University of East Anglia em que os pesquisadores admitem que maquiavam números para justificar a tese de aquecimento global. Jarraud disse que a OMM utilizou dados britânicos – inclusive dessa universidade – e de duas fontes nos Estados Unidos para suas análises de temperatura. “Os três separadamente mostram quase os mesmo resultados”, disse o secretário-geral. Diante daqueles estarrecedores e-mails, resta saber se as declarações de Jarraud afastam a tese de manipulação de dados ou, ao contrário, colocam as instituições dos EUA também sob suspeita.

Aquecimento gelado
A extensão do período de baixíssimas temperaturas na Europa constrangeu, mas não desanimou os apóstolos do aquecimento global. Diante da impertinência do mau tempo, os crédulos garantem que temperaturas extremas são características do aquecimento global. Ou seja, os que alimentavam o temor de que o fim dos tempos viria em forma de temperaturas acima de 40 graus devem preparar-se também para o aquecimento gelado. Com tais escribas, até o Velho Testamento aparenta ser um livro brando.

Bóia
Em tempo: principal vítima do gelado inverno, a Europa, ao lado do Japão, é justamente a região desenvolvida mais dependente de petróleo. E, et por cause, a mais necessitada de uma nova revolução industrial que produza uma economia sem carbono. Além disso, ambos convivem com populações envelhecidas e economias estagnadas.

Destino
Independentemente de saltarem ou não do mundo dos desejos para a realidade, as negociações entre tucanos e verdes para fazerem da senadora Marina Silva a vice de José Serra deveriam levam os setores do PSOL que defendem o apoio a Marina a definirem se também querem fazer parte do campo que serve de linha auxiliar ao PSDB, já ocupado por PPS e PV.

Outro planeta
Imagine-se um país em guerra, cujo chefe do Executivo decida demitir o comandante em chefe de suas tropas por considerar sua ação catastrófica e este, inconformado com a perda do cargo, recorra à Justiça para buscar uma liminar que garanta sua permanência. Ou  um ministro da Fazenda afastado após a escalada do desemprego perseguir o mesmo caminho. Ou ainda, numa nação cuja banalização da corrupção não tenha insensibilizado as consciências, o ministro flagrado com dinheiro na cueca vá ao Judiciário para não largar o osso. Por surreais, todos esses exemplos são fictícios. Já no caso de presidentes de Banco Central, embora surreal, tal hipótese pode ser real. Talvez por seus habitantes viverem em outro planeta: o da plutocracia.

Leão municipal
Uma coletânea de artigos e estudos que analisam temas atuais e controvertidos do ISS estão no livro Imposto Sobre Serviços – Questões Polêmicas (Editora Fiscosoft, 259 páginas, R$ 85), de José Antonio Patrocínio e Mauro Hidalgo. A primeira parte contempla o tema “Análise Jurisprudencial”, em que Patrocínio, em uma linguagem simples e didática, analisa as soluções dadas pelo Poder Judiciário aos conflitos submetidos à sua apreciação. Já a segunda parte aborda assuntos relacionados com a “Administração Tributária Municipal” e reúne estudos de Mauro Hidalgo, propondo soluções aos servidores integrantes da estrutura administrativa fiscal dos municípios, esclarecendo procedimentos práticos para atender temas como fiscalização, lançamento e contencioso, relacionados aos dispositivos do regime de arrecadação do Simples Nacional. Pedidos pelo site www.fiscosoft.com.br

Freud explica
A jocosidade pública do ainda governador de Brasília, José Arruda, atribuindo-se a culpa até pelas suspeitas sobre o “ganhador da Mega Sena” fez a festa de um grupo de psicanalistas amigos da coluna. Um dele lembrou que, em Os chistes e sua relação com o inconsciente, Freud expõe vários exemplos mostrando como o chiste (a piada, o gracejo) livra aquele que o conta de inibições para expressar instintos agressivos, sexuais, cinismo etc.: “São usadas para podermos expressar o que, de outra forma, não ganharia expressão no consciente”, lembra esta fonte.

Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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