Maradona é melhor que Pelé?

Alberto Fernandez, presidente da Argentina, autorizou, na semana passada, o uso emergencial da vacina da Pfizer/Biontech, além de assinar contrato com a Rússia para o uso emergencial de 300 mil doses na vacina Sputinik V no país. Alberto Fernandez anunciou mais que, até fevereiro, a Argentina poderá ter arsenal de doses bastante para vacinar 10 milhões de pessoas. O plano é receber doses para imunizar 5 milhões de pessoas em janeiro, e 10 milhões, em fevereiro.

Em São Paulo (Brasil), o prazo estipulado pelo governador João Dória para o início do processo de imunização é o de final de janeiro de 2021.

O mais é não sabido e incerto. Posto que o “Plano Nacional de Vacinação (PNV) apresentado pelo general-saúde, para atender exigência do STF, não fixa datas de início, nem de término da imunização”; quem daria um centavo de credibilidade a um plano desses?

 

Em números

A fase inicial, de grupos prioritários – pessoal da saúde e idosos – para a vacinação, demandaria 108 milhões de doses. Consta do PNV que estão garantidas 300 milhões de doses de vacinas, assim distribuídas (a empenhar): R$ 1,9 bilhão em encomenda tecnológica, junto a AstraZeneca/Fiocruz, de 100,4 milhões de doses; R$ 2,5 bilhões de adesão ao Consórcio CovaxFacility, de aquisição de 42 milhões de doses. Em seringas e agulhas, está previsto dispêndio de R$ 62 milhões, para a aquisição de 300 milhões de unidades.

O Senado ainda deverá apreciar em fevereiro a Medida Provisória 1.003/2020, que autoriza o Brasil a aderir ao consórcio Covax Facility, de acesso a vacinas contra a Covid-19. Com isso, o país terá mais facilidade de acesso a um portfólio de nove vacinas em desenvolvimento, além de outras em fase de análise. Por ter sido modificado pelos deputados durante a aprovação, o texto tornou-se o Projeto de Lei de Conversão (PLV) 43/2020 e deve ser votado até 3 de março de 2021, quando perde a vigência (fonte: Agência Senado).

 

‘Essa é minha cor’

Este é o conceito do movimento #EssaÉMinhaCor. “Só a mulher preta sabe a real dificuldade de procurar uma maquiagem na cor da sua pele e não encontrar. Na ausência deste tom, ela cria uma cor oculta: mistura mil tonalidades para talvez conseguir o ideal – que nem sempre chega. São nestas pequenas dores que a mulher negra percebe que não quer apenas um produto para pintar o rosto. Quer a sua beleza negra visível e a multiplicidade de tons de pele reconhecida”.

“Ela pode até se sentir sozinha na busca pelo make ideal, mas, na realidade, não é a única na luta para valorizar as nuances pretas e fugir de estereótipos. Existe uma onda crescente de mulheres que se uniram a grandes marcas como a Avon para serem ouvidas. Mulheres retintas, pretas, pardas ou escuras que não se veem representadas na pouca diversidade cromática existente nos produtos de maquiagem. E que buscam uma transformação por meio da beleza e do orgulho de ser mulher negra”.

O Movimento amplificou as vozes e abriu espaço para o empoderamento de mulheres reais de todas as cores. Reconheceu que a beleza negra não é invisível e não deve ser compreendida apenas como um nicho de mercado.

“Muito além dos produtos, é um grande movimento que traz o compromisso de reparar injustiças históricas. É o começo de uma longa jornada. Juntos, podemos abrir espaço para o protagonismo das mulheres negras”, afirma Carolina Gomes, coordenadora de planejamento de comunicação da Avon Brasil, ressaltando o compromisso antirracista que estabelece, entre outras ações, a meta de 30% de mulheres negras na liderança da empresa, até 2030. Com apoio da página da Content_lab.

 

Do tamanho do vírus

Reconhecido internacionalmente como anão diplomático, o Brasil reafirma esta imagem depreciativa não só na gestão ambiental, mas também na gestão das consequências da pandemia do novo coronavírus. Enquanto Argentina, México, Chile e Venezuela, latinoamericanos como nós, foram em busca de vacinas, seringas, agulhas, e outras necessidades logísticas, conseguiram e dão início imediato à imunização das suas populações, o general-saúde ainda acha, mas não tem certeza, de que, quem sabe? talvez…, daqui a um mês ou dois, lá pra meados de 2021, se tudo correr bem, quem sabe o Brasil comece a vacinar o seu povo.

Pressa, para quê? Dá tempo para um joguinho descontraído de futebol, antes do trabalho… Dá tempo para fazer um brechó de usados em bom estado… Quem sabe, esticando a corda, o Natal de 2021 seja lembrado como o de 2020, com mais de 7,5 milhões de brasileiros infectados, entre mortos e sobreviventes, vítimas da inação do Executivo? Com inépcia e irresponsabilidade, fariam uma fila macabra capaz de percorrer mais de 11 vezes a distância entre o condomínio Vivendas da Barra, na Avenida Lucio Costa, na cidade do Rio de Janeiro, e o Palácio da Alvorada, se fossem alinhados um atrás do outro.

 

Feliz 2021!

Vacina já!

Leia mais:

O inferno brasileiro e as vacinas

‘Quando se vê…’

Paulo Márcio de Mello
Servidor público professor aposentado da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj).

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