27.6 C
Rio de Janeiro
terça-feira, janeiro 19, 2021

Marajá, não: metade dos servidores ganha menos de R$ 2,5 mil

É mito que os servidores públicos sejam marajás: 48% dos funcionários ligados ao Poder Executivo – incluindo 61% dos servidores municipais – ganham até R$ 2.500 por mês, de acordo com o Atlas do Estado Brasileiro. O estudo foi feito pelo Ipea com base em dados de 2017.

Em 2017, havia no país 11,4 milhões de trabalhadores no serviço público. Em média, eles recebiam 19% a mais do que um trabalhador da iniciativa privada em função semelhante. Porém, essa diferença é inferior à média de 53 países listados em levantamento recente do Banco Mundial, relata o Portal Vermelho.

Uma das principais marcas do funcionalismo brasileiro é a desigualdade. Reportagem da Deutsche Welle mostra que o vencimento médio de um servidor do Executivo é de R$ 3,9 mil, equivalente a 65% do salário médio de R$ 6 mil de um funcionário do Legislativo, que por sua vez é metade do salário médio de R$ 12 mil de um servidor do Judiciário. Os servidores municipais brasileiros ganham, em média, R$ 2,9 mil.

A reforma administrativa de Paulo Guedes e Bolsonaro não enfrenta esse desafio. Na opinião do pesquisador Felix Lopez, do Ipea, há um caminho mais viável e justo. Basta regulamentar o artigo da Constituição que proíbe remunerações superiores às dos ministros do STF (Supremo Tribunal Federal). Cada um dos 11 integrantes da Corte ganha R$ 39,2 mil – o que deveria ser o teto constitucional. Apesar da regra, há servidores com rendimentos superiores a R$ 100 mil por mês, especialmente alguns juízes e membros do Ministério Público.

Pela proposta de Reforma Administrativa do Governo Bolsonaro encaminhada nesta quinta-feira ao Congresso, o atual Regime Jurídico Único (RJU) dará lugar a quatro vínculos distintos: vínculo por prazo determinado, cargo de liderança e assessoramento, cargo típico de Estado e cargo por tempo indeterminado. Somente os dois últimos serão preenchidos por concurso público.

Artigos Relacionados

Para 68% dos brasileiros, desigualdade de renda será maior em 2021

Para Receita, entretanto, existem medidas mais eficientes de justiça social e tributária do que Imposto sobre Grandes Fortunas.

Empregado que se recusar a tomar vacina pode levar justa causa

Para especialista, empresa pode demitir funcionário, por trazer riscos sanitários para colegas, mas recomenda tentar conversa antes de medidas definitivas.

Desemprego é recorde, mas empresas falam em dificuldade para contratar

Já o trabalho temporário alcançou mais de 2 milhões de vagas em 2020, alta de 34,8% ante 2019; indústria puxou 65% das contratações.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Últimas Notícias

Exportações de suco de laranja recuam 23% entre julho e dezembro

Safra menor e estoques mais elevados estão entre as principais razões para a baixa.

Os desafios para Joe Biden nos EUA

Avanço da Covid-19 pode fazer com que democrata e equipe tenham que apagar alguns incêndios no começo do mandato.

Mercados sobem em véspera do Copom

Campos Neto, presidente do BC, participa da primeira sessão da reunião do Copom.

Mercados locais sobem seguindo Bolsas mundiais

Dia amanhece com tendência de alta para o mercado interno, seguindo NY na volta do feriado.

Contra tudo temos vacina

Dia promete ser de mais recuperação da Bovespa, dólar fraco e juros em queda.