Maravilhosa e cara

O turista que estiver no Rio de Janeiro de 1º de junho a 31 de agosto vai encarar a 11ª cidade mais cara do mundo, segundo o TripIndex Cities, do site TripAdvisor. A pesquisa engloba estada em hotel quatro estrelas, drinques, jantar com garrafa de vinho e uma corrida de táxi. A conta na noite carioca sairia por R$ 854,94.
Quase dá para se hospedar e sair à noite em Buenos Aires – o 11º destino mais barato – e ainda pagar um vôo de ida e volta ao Rio para passear na praia. Na capital argentina a despesa ficaria em de R$ 458,37.
A favor da Cidade Maravilhosa, vale lembrar que, no período da pesquisa, estarão ocorrendo nela a Copa das Confederações e a Jornada Mundial da Juventude. Mas, ainda que sem eventos, o Rio está caro, muito caro.

Durma no táxi
Sófia, na Bulgária, é a cidade mais barata no índice do TripAdvisor: R$ 317,25. Em Oslo, na Noruega, a mais cara da lista, o custo seria quase quatro vezes maior (R$ 1.164,27). Zurique, na Suíça, é a segunda que mais tira dinheiro do viajante (R$ 1.048,33).
O levantamento incluiu 49 cidades. Buenos Aires foi o destino mais barato de todo o continente americano. De modo geral, a Ásia é a região mais barata, com quatro cidades índice das “dez menos (caras)”: Hanói, Bangkok, Kuala Lumpur e Riade.
A Europa domina na lista das cidades mais caras, com seis entre os dez destinos que apresentam preço mais elevado: Oslo, Zurique, Estocolmo, Paris, Londres e Copenhague. Pelo preço de três táxis em Zurique, na Suíça, um viajante pode ficar uma noite em um hotel quatro estrelas em Hanói, Vietnã.

Esquizofrenia
Os meios de comunicação que, há longos meses, comandam as campanhas pela redução da maioridade penal e pela libertação de corintianos presos na Bolívia – duas cruzadas que, aparentemente, deveriam se anular mutuamente – desperdiçaram oportunidade ímpar para sacrificar a segunda, para reforçar a outra. Em vez de usarem a providencial aparição de um “dimenor”, que, convenientemente, assumiu o crime, como símbolo da impunidade dos que têm menos de 18 anos, a cruzada, que tem a TV Bandeirantes como seu propagandista mais entusiasmado, optou por manter a linha esquizofrênica.

E se fosse nos EUA?
O engajamento pela libertação dos corintianos desacompanhado da cobrança pela punição do autor do assassinato e dos seus cúmplices despertou ao menos uma curiosidade sobre o comportamento desses tipo de jornalismo: como seria a reação desses veículos se o episódio tivesse se passado nos Estados Unidos? Uma combinação de espírito investigativo e de equilíbrio na cobertura ajudaria a listar alguns casos análogos na terra do Tio Sam.

Mortinha
Um repórter que tentava falar do município de Macaé (RJ) com a redação do MM, para passar informações colhidas na feira Brasil Offshore, não conseguia sinal de sua operadora de celular, cá instalada. Ao lado, um funcionário de uma empresa alemã, com celular de lá, conseguia falar normalmente.

Quadro da TI latina
Para traçar um panorama do mercado de TI da região ibero-americana, a Associação das Empresas de Tecnologia da Informação (Assespro Nacional) se uniu à entidade que reúne associações similares de países latinos (Aleti) para a criação do Censo Aleti. A expectativa é que mais de mil empresas associadas às 21 entidades de 19 países participem do estudo.

A vida como ela é
Com o trânsito da cidade completamente parado devido à queda de um caminhão de carga na Avenida Brasil, os cariocas tiveram nova oportunidade para compararem o governo virtual do prefeito do Rio, Eduardo Paes (PMDB), com a realidade dos seus moradores. Além da inacreditável demora – superior a três horas – para remover o veículo, não havia um só guarda municipal na esmagadora maioria dos pontos mais críticos. E quem buscou re rotas alternativas no portal da Prefeitura, deu com o site fora do ar.

Vendendo vento
Ao apresentar o balanço do PAC 2, a ministra do Planejamento, Mirian Belchior, disse que o governo aposta nas concessões – nome substituto para as privatizações petistas – do setor de infra-estrutura para o país retomar o crescimento. Antes de alimentar essas ilusões, a ministra deveria apresentar ao país balanço do prometido pela privataria, tucana e petista, na área de transporte e os resultado entregues.
 

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Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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