Marcas chinesas no Brasil: as que estão crescem, enquanto novas aterrissam em breve

Panorama mostra o avanço das marcas chinesas no Brasil, com expansão de BYD, GWM e Geely, além da chegada de novas fabricantes como Dongfeng, Xpeng, Polestar e Lynk & Co ao mercado nacional

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Geely vai crescer no Brasil
Geely vai crescer no Brasil

O mercado automotivo chinês vive hoje uma consolidação e expansão global. Em 2025, a China consolidou sua posição como o maior produtor, consumidor e exportador de veículos do mundo, com uma dinâmica interna agressiva que está redefinindo os padrões tecnológicos globais.

Em 2025, a produção e as vendas de veículos na China ultrapassaram 34 milhões de unidades (recorde histórico). Desse total, os Veículos de Nova Energia (NEVs – elétricos e híbridos) já representam cerca de 50% das vendas totais de passageiros.

Salão de Pequim 2026
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Eletrificados x combustão

Nas ruas o panorama muda conforme a cidade. Em cidades mais jovens como Shenzhen, ao sul, os eletrificados são maioria – dá para saber porque são os veículos com placa verde. Os movidos a combustão têm placa azul. A preferência também é por marcas locais.

Já em Pequim, eles são mais divididos. A impressão que dá é que existem mais carros a combustão (placa azul) e uma maior proliferação de modelos “estrangeiros”: existem muitos Audi, BMW, Mercedes-Benz, Toyota, Honda, Volvo, Lexus, Volkswagen, e até Peugeot.

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A micromobilidade é muito forte em qualquer cidade: as motos pequenas e micro veículos de duas ou três rodas elétricos dominam as ruas, enquanto os ônibus rodam com pouquíssimos passageiros.

Outra onda que veio para ficar são os motoristas por aplicativo: a Didi (dona da 99 no Brasil) domina o cenário e tornaram-se essenciais.


Onda veio forte e continua crescendo

O mercado brasileiro conta hoje com mais de 20 marcas de origem chinesa em operação comercial. As marcas presentes são: BYD (com a submarca Denza), GWM (com as submarcas Haval, Ora, Tank, Poer e Wey), JAC Motors, Caoa Chery, Caoa Changan (com a submarca Avatr), Jetour, Omoda & Jaecoo, Zeekr, GAC, Geely, MG Motor e Leapmotor. A Foton atua no segmento de veículos comerciais, mas tem uma picape média.

GAC Aion N60 pode chegar em breve
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E vem mais por aí. Após a abertura feita por BYD e GWM, e já com fábricas em funcionamento, a Geely se associou à Renault e inicia produção do híbrido EX5 no Paraná até o final deste ano. A Leapmotor, do grupo Stellantis, também vai ampliar seu portfólio e produzir híbridos flex na planta de Goiana (PE).

A Caoa que ressuscitou a Chery mantém sua produção em Anápolis (GO) a pleno vapor, agora também com a chegada do Uni-T da Changan, produzido por lá.

A GAC vai montar carros em Catalão (GO), em parceria com a HPE, que já produz modelos Mitsubishi. Omoda & Jaecoo e Jetour também já informaram intenção de fabricação local.


E tem as novas chegando

A Dongfeng é a mais recente a oficializar sua chegada. Atuante na China desde 1969 e conhecida por parcerias com Nissan, Honda, Stellantis e Kia, a fabricante já confirmou a picape híbrida Frontier Pro, baseada no modelo V9, como um de seus primeiros produtos no País.

Do grupo Geely virão duas marcas com posicionamentos distintos. A Polestar chega com foco em elétricos de alto desempenho, enquanto a Lynk & Co se posiciona como uma marca gourmet, acima das generalistas mas abaixo do premium, com modelos a combustão, híbridos e elétricos. A Geely planeja conjugar as duas marcas em sua estratégia internacional, inclusive no Brasil.

A Baic confirmou oficialmente o início de suas operações diretas no Brasil a partir do último quadrimestre de 2026. Em seu portfólio, um dos destaques é o Arcfox T1, elétrico compacto posicionado como rival direto do BYD Dolphin.

A Xpeng é outra confirmada. Focada em tecnologia e minimalismo visual, a fabricante opera com modelos 100% elétricos e Reev e é considerada uma das mais inovadoras da China no campo dos sistemas de direção autônoma.

No segmento de luxo, a Aito é uma séria candidata respaldada pela tecnologia da Huawei. Fundada em 2021, a marca já está consolidada na China. No Brasil, atuará ao lado de Zeekr e Avatr na disputa por um território em que os chineses ainda constroem prestígio, mas compensam com tecnologia e refinamento.

E a MG já confirmou que a IM Motors, divisão de veículos elétricos de luxo, que desembarca no segundo semestre no Brasil.

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