Marco

O secretário do Tesouro, Joaquim Levy, dará a aula magna da graduação de Economia da Fundação Getulio Vargas, nesta sexta, às 11 horas, data que marca os 20 anos do fim da Conta Movimento. Criada provisoriamente até que se aprovasse a Lei 4.595, a conta nivelava diariamente os desequilíbrios entre ativos e passivos do Banco do Brasil. Se o banco fizesse empréstimos e não captasse nada, no fim do dia o balancete apresentaria um saldo credor no mesmo valor do passivo. O fim da conta foi um marco da implantação da política neoliberal que sufoca as contas públicas e limita o desenvolvimento do país nas duas últimas décadas.

Apoio
Curto-circuito nas relações entre o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) e a Eletrobrás. Tudo começou quando o presidente do órgão, Hermes Chipp, acusou o Conselho Deliberativo (CDE) do fundo de pensão Eletros (que reúne a estatal e o ONS) de “extrapolar suas funções”. A Associação dos Empregados da Eletrobrás (Aeel) tomou as dores do CDE e divulgou uma nota com o título “Metendo o bedelho onde não deve!”, em que termina afirmando que “levaram da Eletrobrás a operação do sistema elétrico e agora querem tomar conta da Eletros”.
No dia seguinte, a Aeel divulgou que receberam telefonema no presidente da estatal, Aloisio Vasconcelos, em que ele teria dado “total apoio aos empregados da Eletrobrás”. Hermes Chipp quis tirar o assunto a limpo e se reuniu com Vasconcelos, que negou ter ficado ao lado dos empregados. Chipp pediu então que fosse lavrada uma ata, encargo que ficou para Luiz Alberto Fortunato, diretor do ONS, e Renato Mahler, do CDE, presentes à reunião. A pergunta que fica é: quem tem o apoio de Vasconcelos, a Aeel ou o ONS?

Em alta
O crescimento da candidatura Garotinho à presidência da República surpreendeu alguns institutos de pesquisa. Qualquer queda de Lula é imediatamente acompanhada pela subida do ex-governador do Rio de Janeiro. Os números, porém, ainda não foram incorporados às pesquisas que têm sido divulgadas.

Sem perspectivas
Perguntado das razões de a previsão desejosa do presidente Lula de crescimento de 5% em 2005 não ter se realizado, o ministro da Fazenda, Antonio Palocci, foi peremptório: “O governo não trabalha com meta de crescimento. Trabalha com expectativa de crescimento.” Ao contínuo, Palocci que, no início do ano passado, anunciara aos brasileiros ter uma expectativa de crescimento de 4% – deu 2,3% na vida real – repetiu a dose para 2006. Ou seja, o ministro continua a alimentar falsas expectativas sobre o crescimento do país.

Antagonismo
Mais reveladora do que a absolvição dos deputados Roberto Brant (PFL-MG) e Professor Luizinho (PT-SP) por seus pares foram as razões que levaram a esse resultado. Elas apontam para o crescente divórcio entre Congresso e opinião pública. Entre elas, foi lembrado o período em que Brant ocupou o Ministério da Previdência no governo FH. Nessa passagem ajudou a reduzir direitos de aposentados e pensionistas. Agora, quando anuncia o desejo de abandonar a vida pública, não dá sinais de renunciar aos direitos que ajudou a eliminar.

PPP
Será realizada nesta sexta, a partir de 9h, audiência pública para a parceria público-privada para o Sistema Produtor do Alto Tietê, da Sabesp. Serão apresentados detalhes do processo da primeira PPP do saneamento brasileiro. A audiência será realizada no Milenium Centro de Convenções (R. Bacelar, 1043 – Vila Clementino – SP/SP). Informações sobre o histórico da PPP do Sistema Alto Tietê podem ser obtidas no site da Sabesp: www.sabesp.com.br/a_sabesp/ppp/alto_tiete.htm

Os sem-voto
A decisão do Banco Central de reduzir em apenas 0,75 ponto a taxa básica de juros (Selic), mantendo o Brasil na inaceitável posição de detentor dos maiores juros reais do mundo, não é apenas uma afronta à sociedade que não vive da especulação. Mais grave que isso é reafirma os riscos de terceirizar o Estado em áreas fundamentais para o futuro do país.

Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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