Maria Sílvia reconhece falhas nas privatizações

Conjuntura / 20:24 - 13 de jul de 2016

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De volta ao BNDES, de onde saiu após o impeachment do ex-presidente da República Fernando Collor de Mello, que fez uma série de privatizações no país, a presidente da instituição, Maria Silvia Bastos, reconheceu problemas, como na privatização de telefonia, cujos serviços até hoje são criticados pelos clientes pelo alto custo. Avaliando que as vendas de empresas públicas na década de 1990 ajudaram a “alavancar companhias deficitárias”, a executiva citou a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), da qual foi presidente, e que antes de privatização, tinha uma déficit de U$ 400 milhões. Por outro lado, lembrou, o número de funcionários da companhia, uma das maiores do segmento na América Latina na época, diminuiu de 22 mil para 9 mil. Em palestra na Fundação Getulio Vargas, no Rio, nesta quarta-feira, Maria Silvia disse que o BNDES pretende rever suas premissas de financiamento. A revisão pode acarretar redução da participa-ção do BNDES, que chegou a até 80% em alguns negócios subsidiados pelo banco público. “Rever, pode ser até ficar igual, mas vamos rever”, disse a presidente da instituição. Caso haja alterações nas premissas de financiamento, um dos primeiros setores a serem impactados será o elétrico, que tem leilões para a transmissão e geração de energia marcados para setembro. Por isso, as mudanças estão sendo discutidas com o Ministério de Minas e Energia e a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

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