Massacre na fila de comida aumenta isolamento de Israel

Revolta contra genocídio após exército israelense fazer massacre na fila de comida pode marcar ponto de virada

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Vítima de massacre na fila de comida em Gaza (Foto: Malik Atallah/Agência Xinhua)
Vítima de massacre na fila de comida em Gaza (Foto: Malik Atallah/Agência Xinhua)

O assassinato pelo exército de Israel de ao menos 104 palestinos que buscavam comida e medicamentos em caminhões de ajuda humanitária pode marcar o ponto de virada no genocídio em Gaza. O isolamento do governo israelense chegou a nível máximo.

O número de mortos pode aumentar, já que se contam mais de 760 feridos, muitos em condições graves. O socorro é agravado pela destruição dos hospitais em Gaza levada a cabo por Israel.

António Guterres (Foto: Eskinder Debebe/ONU)
António Guterres (Foto: Eskinder Debebe/ONU)

O secretário-geral da ONU, Antonio Guterres, condenou os assassinatos. “O secretário-geral condena o incidente de hoje [quinta-feira] no norte de Gaza, no qual mais de 100 pessoas foram supostamente mortas ou feridas enquanto procuravam ajuda vital. Os civis desesperados em Gaza precisam de ajuda urgente, incluindo aqueles no norte sitiado, onde as Nações Unidas não tem conseguido entregar ajuda há mais de uma semana”, disse Stephane Dujarric, porta-voz da ONU.

Um porta-voz militar israelense disse que as tropas dispararam “em legítima defesa” depois que os moradores de Gaza atacaram e saquearam caminhões de ajuda que entraram na Faixa de Gaza no início da manhã. O movimento dos palestinos é resultado da fome imposta por Israel: antes dos ataques a Gaza, cerca de 500 caminhões entravam diariamente; atualmente, cerca de 80 apenas.

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“Isto se chama genocídio e faz lembrar o Holocausto, mesmo que as potências mundiais não gostem de o reconhecer”, acusou o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, um dos muitos líderes que condenaram os assassinatos. “A Colômbia suspende todas as compras de armas de Israel”, declarou Petro.

A afirmação de Petro sobre o Holocausto vai ao encontro das declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre o genocídio e a comparação feita com as barbaridades de Hitler. Também no campo interno, os ataques à fala de Lula perdem espaço.

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