MDD em Washington

O economista Maurício Dias David será o enviado especial desta coluna à posse de Barack Obama na Presidência dos Estados Unidos, terça-feira, dia 20. A convite do Departamento de Estado, Maurício, do Conselho Editorial do MONITOR MERCANTIL, integra a seleta delegação de convidados especiais para a cerimônia, junto com um grupo de outros intelectuais e parlamentares brasileiros. Além de aprofundar os contatos com a nova administração estadunidense, MDD vai abastecer a coluna com notas exclusivas dos bastidores da posse de Obama e de Hillary Clinton na Secretaria de Estado e suas impressões sobre o novo governo.

Política de extermínio
A forma sistemática com que Israel vem atacando instalações da ONU em Gaza desautoriza qualquer justificativa da ordem do imponderável ou de “efeitos colaterais”. Aceitar as alegações do governo israelense nesse sentido implicaria, em primeiro lugar, subestimar o nível de preparo de um dos exércitos mais bem armados do mundo, mas, principalmente, desconsiderar uma estratégia deliberada de extermínio sem possibilidades de fuga ou a existência de lugares de abrigo.
A mensagem de que “ninguém está a salvo dos ataques israelenses em nenhuma parte de Gaza” deve ser lida em paralelo com o discurso circulado na mídia de propaganda da causa do invasor, que, de forma constrangedora, insiste na tese de que não existiriam inocentes na região, pelo fato de a população ter votado no Hamas, nas eleições de 2005, exibidas, antes da abertura das urnas, como exemplo de democracia à la Ocidente.
Tendo como matriz esse raciocínio, Israel trabalha com o objetivo de tentar jogar a população contra o Hamas, que, por essa lógica tortuosa, seria o responsável em última instância pelos sofrimentos impostos pelo invasor aos palestinos. Com isso, intenta deixar de lado as consequências sobre a população da política de asfixia imposta a Gaza desde 2005, quando a população “cometeu o crime” de eleger o Hamas, em vez de um dos escolhidos de Israel e dos Estados Unidos. No passado, esse política resultou, em geral, em maior antagonismo entre as partes.

Sem vantagem
Detran-RJ e Cedae, a companhia de saneamento do estado, anunciam com destaque que funcionarão nesta segunda-feira. E era para ser diferente, já que o feriado do padroeiro do Rio de Janeiro é na terça?

Cadê o Brasil?
Vêm da Índia, EUA e China a maioria das inscrições na competição internacional “Live Edge – Projeto Eletrônico para o Meio Ambiente Mundial”. O objetivo é criar projetos para um produto inovador que utilize componentes eletrônicos e que tenha um impacto positivo sobre o meio ambiente. Engenheiros, estudantes e professores da área do mundo inteiro podem se inscrever, até o final deste mês, em www.live-edge.com. O vencedor de cada modalidade (estudantes e profissionais) receberá um prêmio de US$ 25 mil em dinheiro. Além disso, os três primeiros colocados de cada competição receberão, cada um, US$ 5 mil.

Alemães são frouxos?
Colunistas de Economia destemidos como os tupiniquins não são mesmo encontráveis em qualquer lugar. Na Alemanha, por exemplo, o anúncio de que o governo da primeira-ministra Angela Merkel decidiu fornecer gás para Hungria, Itália e Eslováquia, para minimizar os problemas de desabastecimento provocado pelo imbróglio entre Rússia e Ucrânia, foi encarada como uma decisão geopolítica. Fossem os atores envolvidos Brasil e Bolívia e nossos beligerantes colunistas acantonados nas redações já estariam a postos para invadir nosso perigoso vizinho.

Uma chance
O cálculo para o pagamento do IPVA é feito com base no valor do veículo no mês de setembro, de acordo com a tabela da Fipe. Mas, com a crise, muitos automóveis tiveram seus preços reduzidos entre outubro e dezembro, fato agravado com a redução do IPI sobre carros novos. Para esses casos, o contribuinte pode recorrer e pagar o IPVA de acordo com o valor atual de seu automóvel, alertam o Sindicato dos Contabilistas de São Paulo e os consultores do Cenofisco.

Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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