Diretor médico do COI elogia desempenho do Rio

Empresas / 12:03 - 30 de ago de 2016

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Se antes dos Jogos Olímpicos a imprensa internacional alardeava sobre o risco de epidemia de dengue e zika, contaminação com a água da Baía de Guanabara, além de colocar em dúvida a capacidade da estrutura da rede hospitalar do Rio de Janeiro, após o encerramento das competições o sentimento que ficou foi o de sucesso completo. Quem afirma é o diretor médico do COI, Richard Budgett, que também elogia a estrutura oferecida pelo Americas Medical City, que foi eleito hospital referência para atendimento de atletas e delegações nas Olimpíadas e Paralimpíadas. - Os Jogos foram um completo sucesso, inclusive na questão do planejamento médico. Trabalhamos sempre em parceria com o ministro da Saúde e autoridades brasileiras e sempre confiamos que daria tudo certo – conta Budgett. Em vez de críticas, ele afirma que o Rio facilitou o trabalho do setor médico, pois concentrou todas as atividades em regiões dentro da cidade, algo que não aconteceu nas Olimpíadas anteriores. Em Londres, por exemplo, as competições de iatismo foram disputadas na Ilha de Portland, no Sul da Inglaterra. A proximidade dos locais de competições facilitou na logística do planejamento e na agilidade em casos de atendimento. Sobre os riscos de epidemias, Budgett - que conquistou ouro no remo nas Olimpíadas de Los Angeles (1984) – revela que a diretoria médica nunca temeu que isso fosse realmente um problema. Ele explica que especialistas haviam garantido que agosto é um mês onde cai drasticamente a incidências de doenças transmitidas pelo Aedes Aegypti. No caso do medo de contaminação de atletas na Baía de Guanabara, foi feito monitoramento constante da qualidade da água da Baía, de Copacabana e da Lagoa. - A qualidade se manteve em nível aceitável durante toda a competição. Se houve algum caso de intoxicação, dificilmente foi devido à contaminação na água – analisa. Budgett revela que recebeu apenas avaliações positivas das equipes médicas das delegações. Um ponto que mereceu destaque foi atendimento prestado pelo Americas Medical City. Segundo o diretor médico do COI, os médicos ficaram impressionados com a estrutura e com a qualidade do atendimento. Primeira cidade médica na América Latina, o Americas Medical Hospital se preparou com mais de um ano de antecedência para as Olimpíadas, conforme conta o diretor-executivo, Marcus Vinícius José dos Santos. - Nosso planejamento começou cerca de um ano e meio atrás. Também investimos na qualificação da nossa equipe realizando treinamentos, principalmente voltados para o atendimento. Marcus Vinicius revela que havia reticências de delegações se o complexo hospitalar teria as condições necessárias para atender os atletas. Para superar essa desconfiança, o Americas recebeu, desde o ano passado, a visita de dezenas de equipes médicas dos países competidores. Foi a oportunidade para apresentar a estrutura, procedimentos e protocolos de atendimento. - Na verdade, nenhum deles tinha noção do tamanho do complexo hospitalar e da nossa estrutura. Depois que eles conheceram, a desconfiança transformou-se em elogios – afirma Marcus Vinicius, que também destaca o engajamento dos funcionários. Nem a barreira da língua existiu, pois os médicos falam inglês, e a maior parte do  corpo clinico também. "Os que não sabia usavam o tradutor do Google para se comunicar com o paciente", lembra o diretor-executivo.

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