Juros ao consumidor caem muito menos que Selic

Espanhol Santander cobrou as maiores taxas no especial e no CDC.

Conjuntura / 15:36 - 9 de dez de 2019

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As taxas médias de juros do cheque especial e do empréstimo pessoal terminaram 2019 menores que as do início do ano, de acordo com levantamento feito pelo Núcleo de Inteligência e Pesquisas da Escola de Proteção e Defesa do Consumidor da Fundação Procon de São Paulo.
Porém, a queda não acompanhou a redução da taxa básica de juros do Banco Central, a Selic, que caiu de 6,50%, em janeiro, para 5% no final de 2019, uma queda de 23%
De acordo com o Procon-SP, a média dos juros para o cheque especial iniciou o ano em 13,44% ao mês e terminou em 12,57%. Estes valores representam uma redução de 354,14% ao ano para 314,06%. Uma redução de apenas 11,5%, metade da retração da Selic.
No empréstimo pessoal, o ano iniciou com taxa média de 6,28% e finalizou com 6,19% a.m., registrando variação negativa de 1,43%. A taxa anual caiu de 107,70% para 105,60%, redução de ape-nas 2%.
O levantamento envolveu as seis maiores instituições financeiras do país: Banco do Brasil, Bradesco, Caixa Econômica Federal, Itaú, Safra e Santander. O banco que apresentou a maior taxa média anual de cheque especial e crédito ao consumidor foi o espanhol Santander; as menores foram registradas na Caixa

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