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Média de preços de presentes de Natal está abaixo da inflação

Itens procurados nesta época apontaram elevação tímida ao longo de um ano; 91% dos brasileiros vão passar a data com a família

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Comércio com decoração de Natal na Rua Teodoro Sampaio, em Pinheiros (foto de Rovena Rosa, ABr)
Comércio com decoração de Natal na Rua Teodoro Sampaio, em Pinheiros (foto de Rovena Rosa, ABr)

Enquanto os preços dos alimentos que compõem a ceia de Natal dispararam, itens geralmente procurados para presentear familiares e amigos nessa época do ano estão abaixo da inflação. Essa constatação é resultado de um estudo da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (Fecomércio-SP) tomando um conjunto de 50 desses produtos do IPCA-15, do IBGE, como flores, joias, livros e roupas. Os dados mostram que esses itens estão, em média, 2,15% mais caros agora do que em 2023, enquanto a inflação até novembro foi de 4,77%.

E a boa notícia para consumidores e lojistas é que os preços do varejo mais procurado no Natal – vestuário e calçados, que correspondem a cerca de 40% das intenções de compra desse período, segundo pesquisas históricas da Federação – também estão nesse nível. Os tênis, por exemplo, subiram 1,88% em 12 meses, enquanto as bermudas estão 0,76% mais caras. Alguns itens até deflacionaram, como as camisas infantis (-0,34%).

Os números também são positivos para outro setor que ajuda a dar a tônica do Natal: o de brinquedos. Nesse caso, houve redução significativa de 4,46% nos preços – a maior entre todos os produtos da cesta de Natal compilada pela pesquisa -, com destaque para as bicicletas, que caíram 3,93%.

Segundo a Fecomércio-SP, trata-se de uma conjuntura ideal para o varejo brasileiro, que chega ao fim deste ano com uma taxa de desemprego baixíssima (6,2%, no trimestre encerrado em outubro, segundo o IBGE), massa de rendimentos mais alta (por consequência) e maior disponibilidade de crédito, sobretudo do cartão. Considerando as várias opções de pagamentos, como parcelamento ou Pix, espera-se que o fim do ano seja de vendas aquecidas no país.

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De acordo com os números selecionados pela Fecomércio-SP, as respostas são flores naturais (15,92%), joias (13,77%) e aparelhos de ar condicionado (11,05%). No total, 36 dos 50 produtos analisados pela entidade subiram de preço entre o Natal do ano passado e agora – assim, 14 desses itens estão mais em conta. São os casos, por exemplo, de aparelhos telefônicos (-4,02%), máquinas de lavar roupas (-2,68%) e aparelhos de som (0,63%).

O cenário nacional é muito parecido com o da Região Metropolitana de São Paulo, onde os preços da cesta de presentes de Natal se elevaram em 2% em relação ao ano passado. Nesse caso, a pesquisa tomou um conjunto de 35 itens para fazer a análise.

As joias foram os itens que mais encareceram: 14,2%, seguidas pelo ar-condicionado, que, agora, está 10,38% mais caro. Dentre todos os produtos observados, 22 subiram de preço, enquanto 13 deflacionaram nesse período. Nesse segundo caso, da mesma forma, os brinquedos são o grande destaque, com queda de 10,6% na Região Metropolitana de São Paulo, seguidos pelos aparelhos telefônicos (-7,88%) e pelas bicicletas (-5,83%).

Já estudo é da Brazil Panels, em parceria com a Conexão Vasques Agência de Marketing Digital, revelou que 91% dos brasileiros vão passar o Natal com a família: 66,1% das pessoas planejam celebrar em casa; outros 22,6% preferem estar na casa de parentes, enquanto 8,4% planejam viajar para outra cidade. As preferências variam por faixa etária. Jovens entre 18 e 25 anos, por exemplo, têm predominância em celebrações em casa, enquanto adultos de 26 a 42 anos demonstram maior mobilidade, com interesse em viagens e visitas a parentes.

Pessoas acima de 50 anos tendem a reunir-se na casa de familiares, priorizando a convivência familiar. Por classe social, observa-se que a classe A apresenta maior mobilidade, com 21,4% planejando viagens, enquanto a classe B prefere celebrações na casa de parentes (27,3%). Classe C e D/E demonstram maior permanência em casa, com 68,4% e 81,2%, respectivamente.

Ainda segundo o levantamento, 90,8% dos respondentes indicaram passar o Natal com a família, reforçando a tradição e os valores de união e confraternização característicos da data. A troca de presentes também se destaca como prática comum para 68,7% dos brasileiros, com variações conforme a classe social.

Na classe A, 94% trocam presentes, enquanto na classe B esse número é de 79,6%, na classe C é de 60,1% e nas D/E, 52,2%. Entre os que trocam presentes, 58,9% organizam a troca por meio de amigo oculto ou sorteio, 33,3% preferem dar presentes para todos, 4,6% não possuem essa tradição, e 3,2% optam por outras formas.

Em relação aos gastos planejados, 43,7% pretendem gastar até R$ 150 em presentes, 38,2% entre R$ 150 e R$ 500, e 18,1% acima de R$ 500. Esses dados apontam para a distribuição prudente dos orçamentos, com grande parte dos consumidores buscando opções acessíveis para presentear.

A pesquisa foi conduzida virtualmente entre os dias 14 de novembro e 3 de dezembro, abrangendo 1.119 respondentes de todas as regiões do país. A amostra, composta por 65,8% de mulheres e 34,2% de homens, incluiu participantes de diferentes classes sociais: classe A (7,5%), classe B (36,3%), classe C (43,9%) e classes D/E (12,3%).

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