Medo de perder o emprego aumentou nos últimos três meses

Fecomércio: entre 15 e 19 de julho, 38,1% disseram ter muito medo de ficar desempregados, contra 37,1% do levantamento feito em junho.

Sondagem feita pelo Instituto Fecomércio de Pesquisas e Análises (IFec-RJ), ligado à Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Rio de Janeiro (Fecomércio-RJ), com 226 consumidores do estado mostra que o medo de perder o emprego nos últimos três meses aumentou. Na pesquisa feita entre os dias 15 e 19 de julho, 38,1% dos entrevistados disseram ter muito medo de ficar desempregados, contra 37,1% do levantamento feito em junho. 21,7% disseram ter pouco medo de perder o emprego, enquanto 40,3% não têm esse receio.

Em relação aos próximos três meses, 31% dos consumidores disseram estar com muito medo de perder o emprego, índice abaixo do verificado na pesquisa anterior, que foi de 32,4%. Porém, o número de pessoas com pouco medo de ficar desempregado apresentou aumento. Em julho, ficou em 26,1%, contra 21,1% de junho. Não estão com medo de perder o emprego, 42,9%.

Em relação à expectativa da retomada econômica brasileira para os próximos três meses, a pesquisa mostra a desconfiança dos consumidores diminuindo em relação à sondagem de junho. Estão pessimistas ou muito pessimistas 48,7%. Em junho, esse índice era de 50,7%. Os confiantes ou muito confiantes, em julho, somaram 35,9%, contra 33,3% da pesquisa anterior. Os que acreditam que a situação não irá se alterar são 15,5%.

Sobre a retomada da economia do Estado do Rio de Janeiro nos próximos três meses, o número de pessimistas ou muito pessimistas ficou em 48,6%, enquanto em junho foi de 49,1%. O número de consumidores confiantes ou muito confiantes é, atualmente, de 31,4%. 19,9% dos entrevistados acham que a situação não irá se alterar nos próximos três meses.

A quantidade de consumidores fluminenses que afirmaram ter sofrido diminuição na renda familiar nos últimos três meses apresentou estabilidade, indo de 51,6% em junho para 51,8% agora em julho. Os índices mostram também que houve queda na porcentagem dos que relataram aumento da renda familiar: 12,3% (junho) para 11,5% (julho). 36,7% relataram que a renda familiar continuou como está. Para os próximos três meses, 42,9% acham que a situação vai continuar como está. Já 29,2% acreditam que a renda familiar vai aumentar ou aumentar muito. Os que acham que vai reduzir ou reduzir muito somam 27,9%.

O número de consumidores endividados ou muito endividados nos últimos três meses ficou em 41,6%. Uma pequena elevação em relação à pesquisa anterior quando 40,9% relataram estar endividados ou muito endividados. Porém, o número de pouco endividado caiu de 25,5% (junho) para 23,9% (julho). Os consumidores sem dívidas somam 34,5% nesta nova pesquisa, contra 33,6% da sondagem do mês anterior.

Nos últimos três meses, 54,9% disseram não ter ficado inadimplentes, uma queda em relação ao índice da pesquisa anterior que foi de 56,9%. 28,3% disseram que ficaram inadimplentes ou muito inadimplentes. Na sondagem de junho, o índice era de 27,3%. Em julho, ficaram pouco inadimplentes16,8%, contra 15,7% de junho. Entre os que se declararam inadimplentes, o cartão de crédito foi o maior motivo, com 61,6%, seguido de luz, gás, telefones, água e internet (38,4%), crédito pessoal (33,3%), cheque especial (26,3%) e escola, faculdade e curso (22,2%).

Perguntados sobre os gastos com bens duráveis, 21,8% afirmaram que irão aumentar seus gastos nos próximos três meses, índice bem abaixo da pesquisa anterior, com 27%. 40,9% disseram que irão diminuir os gastos, contra 36,3% de junho. Irão manter seus gastos com bens duráveis, 37,3%. No mês passado, a sondagem mostrava um índice de 36,7%. Nos últimos três meses, 51,4% disseram que os gastos foram menores com bens duráveis. 23,6% gastaram mais e 25% tiveram os gastos iguais.

Estudo do Mitsubishi UFJ Financial Group, Inc (MUFG) mostra que, em termos nacionais, “a combinação do valor mais elevado do Auxilio-Brasil, hoje em r$ 600, combinada com a inflação mais baixa esperada para o segundo semestre (incluindo uma deflação em julho e agosto) permite a continuidade de algum crescimento econômico no terceiro trimestre (melhor do que a nossa previsão de alguma redução) e, portanto, a criação adicional de empregos. Além disso, pode haver alguma redução no número de pessoas em busca de emprego, pelo menos temporariamente.”

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