Medíocre

Apesar da revisão inusitada do PIB, que afetou anos anteriores, o reinado tucano registra um dos mais medíocres índices de crescimento do país. Entre 1995-2000, o PIB brasileiro  cresceu 15,3%, uma média de apenas 2,55% ao ano. A realidade fria dos números mostra que apenas aquilo o que sociólogo polonês Peter Sloterdijk batizou de razão cínica ao definir o exercício da hipocrisia do bom-mocismo pela ideologia oficial para dissimular seu caráter perverso pode explicar o blá-blá-blá malaniano, repetido pelo presidente FH, sobre os decantados anos de mel que o neoliberalismo traria ao país.

Deus dará
No último dia 25, mesma data em que o Banco Central admitia que os investimentos externos diretos no país até agosto recuaram 34,5%, em relação ao mesmo período do ano passado, o chefe do Departamento Econômico do BC, Altamir Lopes, garantiu que a instituição não alterara a previsão para investimentos diretos estrangeiros para este ano: US$ 20 bilhões, contra US$ 32,779 bilhões em 2000. “Não será fácil, mas é factível”, disse Lopes. Ontem, menos de uma semana depois, o diretor de Política Monetária do mesmo BC, Luiz Fernando Figueiredo, admitiu que os investimentos diretos não devem passar de US$ 18 bilhões. Ou seja, em menos de uma semana, o BC mudou de convicção e deu cabo de US$ 2 bilhões. E ainda tem gente que defende um BC, oficialmente, independente.

Robôs
Adiada após o atentado no World Trade Center, foi remarcada a “Guerra dos Robôs”, promovida pela Unicamp. Será nesta quinta-feira, às 15h30, no teatro de Arena da universidade, rebatizada de 1ª Competição de Robôs no Brasil. Neste novo formato, será dividida em duas partes: Competição de Habilidades e Prova de Resistência e Força (a guerra propriamente dita).

Terrorismo de Estado
O jornalista Thomas Nagy publicou na revista Progressive trechos de relatórios da Agência de Inteligência da Defesa dos Estados Unidos, nos quais o governo norte-americano admite ter consciência que o boicote imposto ao Iraque provocaria a morte de crianças com menos de cinco anos por diarréia. “Os iraquianos são muito dependentes de equipamentos especializados e alguns produtos químicos para purificar os seus suprimentos de água. Com a falta desses produtos e equipamentos, provocada pelo embargo da ONU, o país entrará em uma escassez de água potável para a maioria da população. Isso levará a incidentes graves, de epidemia e doença, particularmente as crianças são vítimas de diarréia, giardia, rotavírus e salmonella”, diz um dos trechos de relatório, de 22 de janeiro de 1991, reproduzido por Nagy. A íntegra do artigo da Progressive por ser lida no sítio www.portoalegre2002.org.

Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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