Melhor recorrer aos búzios

Além de expor fragilidades de processos de privatização, o pedido de recuperação judicial da Oi espera dos que defendem neoliberalismo econômico e estado mínimo alguma palavra sobre as agências de classificação de risco, sempre tão elogiadas por eles pelo fato de exibirem uma suposta eficiência quase onipresente.

Até meados de 2014, a Oi ainda desfrutava do grau de investimento, apesar de ser patente suas dificuldades financeiras e de estratégia. Somente no segundo semestre daquele ano a empresa de telefonia teve seus ratings rebaixados, para a faixa mais alta do investimento especulativo. Em outubro de 2015, a Moody’s classificou o risco em Ba3, terceiro nível da especulação, categoria em que permaneceu até o início de 2016. Só em março as agências rebaixaram a Oi para o nível de alto risco de inadimplência.

A falta de aviso sobre problemas em empresas e países não é novidade. Vem de algumas décadas, a partir da quebra da Bolsa de Nova York, em 1987, passando pela crise do México (1994), a dos países asiáticos (1997), a da dívida russa (1998), o desastre cambial do Brasil (1999), a quebra das ações e empresas de tecnologia avançada nos Estados Unidos (2000), a crise argentina (2001), as fraudes contábeis nos EUA (2002), até a derrocada do subprime (2007/2008).

Negócio da China

Os internautas chineses perderam em um ano US$ 13,93 bilhões devido a spam e vazamento de informações pessoais. Em média, cada usuário perdeu 133 iuanes de 1º de julho de 2015 à primeira metade deste ano. Nove por cento dos usuários tiveram um prejuízo superior a mil iuanes, informou a Sociedade de Internet da China à agência Xinhua.

Cerca de 76% dos internautas recebeu informações sobre falsos prêmios, que tentavam levá-los a sites piratas de bancos, provedores de internet e canais de TV. Também houve falsas informações de polícia e previdência social. Mais de um terço (37%) dos internautas caiu nos golpes. No fim de 2015 havia 688 milhões de chineses conectados, quase metade da população nacional.

Muçarela

Diariamente são consumidas 1 milhão de pizzas no país, sendo 572 mil apenas em São Paulo – considerada como a segunda cidade que mais consome a massa no mundo, atrás apenas de Nova York. As informações são da Associação Pizzarias Unidas de São Paulo (Apuesp).

São 36 mil pizzarias em funcionamento, sendo 11 mil no Estado de São Paulo. É um setor que gera 360 mil postos de trabalho, com faturamento em torno de R$ 22 bilhões. A previsão é que o número cresça 10% este ano.

Pontuação

Desde o fim do ano passado, o Programa de Educação Profissional Continuada (PEPC) foi estendido a todos os auditores independentes, bem como os responsáveis técnicos, chefes e gerentes dos departamentos que se envolvem na elaboração das demonstrações contábeis das entidades reguladas pelo Banco Central, pela Susep, pela CVM e companhias de grande porte.

Esses profissionais têm até o dia 31 de dezembro para acumular 40 pontos, em cursos e eventos credenciados. Para saber qual instituição de ensino ou capacitadora está credenciada, o profissional deve procurar o Conselho Regional de Contabilidade (CRC). O 20º Congresso Brasileiro de Contabilidade, de 11 a 14 de setembro, em Fortaleza, é uma opção. A participação no evento garante 20 pontos. A programação completa pode ser conferida no site cbc.cfc.org.br

Despachantes

Na avaliação do professor Reinaldo Gonçalves, da UFRJ, a tentativa de reversão da crise econômica deveria de ter três focos centrais, a começar com “a contenção do aumento do desemprego”. A prioridade número 2, afirma em entrevista à IHU On-Line, “deve ser a geração de emprego. A prioridade número 3 é combater a paranoia fiscal”. Este último ponto, esclarece, “é fundamental, visto que o crescimento das exportações, a redução das importações e a substituição de importações não são capazes de recolocar a economia brasileira de volta aos trilhos do crescimento”.

Reinaldo, porém, não parece nutrir grandes esperanças de que estes três pontos sejam abraçados pelo governo interino. “Quem são as novas autoridades econômicas? Nada além de representantes, despachantes, dos grandes bancos brasileiros e internacionais. Administradores de banco e macroeconomistas criados pelos banqueiros têm, geralmente, déficit de conhecimento a respeito de questões estruturais e estratégias de desenvolvimento de longo prazo.”

Rápidas

A elevada carga tributária no Brasil sufoca o empreendedorismo e inibe a geração de empregos, afirma a Associação Comercial do Rio de Janeiro (ACRio), que realiza em 4 de julho, a partir das 9h, o seminário “Ameaças de Aumento de Impostos e Seus Impactos Sobre as Empresas”, com especialistas para debater o assunto. O evento será na sede da entidade (Rua da Candelária, 9 – 12º andar – Centro). Informações: [email protected] ou (21) 2514-1203/ 2514-1282 *** Gestão de Departamento Jurídico é o curso que o Ibef-Rio realiza no próximo dia 28. Informações: http://www.cursosibefrio.org.br/

Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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