Melhorias dos GWM 2025 serão expandidas aos modelos 2024

2025: GWM e Jeep lançam novos modelos, Honda volta o WR-V e Ford Pro apresenta a E-Transit elétrica. Peugeot enfrenta desafios regulatórios.

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GWM 2025

A tecnologia avança tão rapidamente que melhorias aplicadas aos carros em uma nova linha podem ser empregadas à anterior.

A GWM está lançando a linha 2025 do Haval H6 sem mudanças estéticas, mas com novidades em recursos e funcionalidades: o SUV passa a vir com um novo modo de condução chamado HEV, que busca maior economia de consumo ao combinar o motor turbo 1.5 de 243 cv com o elétrico. Esse novo modo se junta aos já existentes EV (que só usa o motor elétrico), Prioridade EV (combinação dos dois motores, priorizando desempenho) e Save (usa só o motor turbo para economizar energia e gerar carga à bateria).

Outra novidade é a regeneração de energia enquanto o ACC está ativado. O controle de cruzeiro adaptativo é um recurso semiautônomo que, quando programado, freia e acelera conforme o fluxo.

A GWM também ajustou o volume dos alertas para emitirem o som em menor intensidade.

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De acordo com Andre Leite, diretor de Produto e Marketing da GWM Brasil, as alterações partiram de sugestões dos clientes.

Quem tem um GWM na garagem poderá receber esses ajustes por meio de uma atualização em nuvem. Este serviço estará disponível a partir de junho, seguindo um cronograma que será comunicado nos próximos meses.

As nomenclaturas dos modelos também foram atualizadas: o híbrido convencional agora é chamado de Haval H6 HEV2 e custa R$ 214 mil (teto solar incluído). A versão híbrida plug-in sai por R$ 279 mil e recebe o nome de PHEV34 (o número representa a capacidade da bateria, no caso 34 kWh). Só a GT mantém o nome e custa R$ 319 mil.

Atualmente a GWM conta com 72 concessionárias.


Jeep lança linhas 2025 de Compass e Commander

Dois SUVs da Jeep produzidos em Goiana (PE) receberam nova opção de motor como principal novidade para a linha 2025.

Compass e Commander passam a vir com versões equipadas com o Hurricane, motor de 2 litros a gasolina de injeção direta que rende 272 cv, o mesmo da picape Ram Rampage, produzida em Pernambuco.

Com o novo motor são duas versões que se juntam a outras cinco do Compass: Overland (R$ 266.990) e Blackhawk (R$ 279.990).
Para a linha 2025, o Compass deixa de ter a versão Trailhawk e assim mantém apenas uma opção com motor turbodiesel, a Limited (R$ 249.990).

Jeep compass

Por fora, as mudanças são discretas: aletas na grade, ao invés do desenho em forma de colmeia e novo design nas rodas de 19” (exceto a Longitude, que continua com 18”). Por dentro, a Jeep afirma que o sistema de condução semiautônoma (Adas) está mais preciso.

jeep commander

O Commander, que também recebeu o motor Hurricane em duas versões, teve reduções de preços de até R$ 40 mil em relação à linha anterior. A versão Overland Hurricane do Commander custa R$ 308.290 e a Blackhawk, R$ 321.290.

Além das aletas da grade, novas rodas e sistema Adas atualizado acompanham a linha.

Toda a linha de veículos Jeep passa a ter 5 anos de garantia.


Honda voltará a produzir o WR-V

Com um novo aporte de R$ 4,2 bilhões em sua planta de Itirapina (SP), a Honda anunciou o retorno do WR-V e o desenvolvimento de um inédito motor híbrido flex.

honda WR-V

O lançamento no novo WR-V vai ocorrer no segundo semestre de 2025. O SUV compacto, como o da foto, é produzido e vendido em mercados asiáticos e também é chamado de Elevate em alguns países. O nacional pode ter algumas mudanças no design.

Diferentemente da geração anterior, baseada no Fit, o novo WR-V é um SUV abaixo do HR-V, compartilha plataforma do City e será um forte concorrente ao Toyota Yaris Cross, que chega no fim deste ano.


E-Transit é opção para empresas que investem em mobilidade sustentável

As entregas nas cidades vão ficar mais sustentáveis. A Ford Pro lança no Brasil a E-Transit, versão 100% elétrica do furgão ou chassi voltada principalmente a frotistas. A importadora diz ter feito uma negociação de 300 unidades com um grande cliente de São Paulo.

Com a promessa de entregar um custo operacional 40% menor (80% menos peças de desgaste), chassi e furgão são equipados com bateria de 68 kWh que rende 269 cv e 43,8 kgfm de torque imediato e autonomia estimada de 250 km – o Inmetro não divulgou ainda os dados. A tração é traseira, outro diferencial.

A recarga pode levar de 34 minutos em corrente contínua (carregador rápido) ou 8 horas alternada.

Importada da Turquia, a E-Transit custa a partir de R$ 542 mil, possui 3 anos de garantia (e 8 anos para a bateria).

Para veículos customizados, a Ford Pro oferece o Convertor, programa que tem hoje 30 transformadores certificados, com o desenvolvimento de mais de 80 projetos de modificação.

furgão E-Transit

Dirigi o furgão, que permite CNH categoria B, por um trecho urbano de trânsito intenso na capital paulista e o veículo, apesar de ser um comercial, roda silencioso e traz o conforto de carro premium. Possui ar-condicionado, direção elétrica, multimídia de 12”, piloto automático adaptativo e segurança reforçada, com alerta de tráfego cruzado, assistente de permanência em faixa, câmera 360 graus e monitoramento de ponto cego, entre outros itens.

De acordo com a Ford Pro, a E-Transit chega para atender ao segmento numa faixa intermediária: maior volume de carga (15,1 m³) e maior autonomia que as concorrentes do mesmo segmento (Peugeot e-Expert, Citroen e-Jumpy e Fiat e-Scudo). Acima, está o VW E-Delivery, de 30 m³ e de custo mais elevado.

E como toda linha Pro da Ford, conta com o Ford Pass, sistema de conectividade com serviços integrados que antecipam ocorrências e aumentam a produtividade.

Esclarecimento
Após a divulgação de um estudo da Via Digital sobre a evolução do market share de 20 marcas no Brasil, a Peugeot se manifestou por meio de nota: “A Stellantis informa que suas marcas, a exemplo de outras empresas do setor, têm sido impactadas pela paralisação do órgão responsável pela emissão das licenças ambientais exigidas pela legislação vigente. Com isso, veículos importados seguem no aguardo da liberação da documentação necessária para serem comercializados. A Stellantis acompanha diariamente o andamento do tema para minimizar ao máximo os impactos junto aos concessionários e consumidores.”

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