MEMX concorrerá com a Nyse e a Nasdaq

Ao contrário do Brasil, criação de bolsa nos EUA é estimulada pelos reguladores.

Acredite se Puder / 18:53 - 20 de fev de 2020

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A Comissão de Valores Mobiliários, para agradar a B3, fez de tudo para impedir a quebra do monopólio no mercado de ações brasileiro e durante anos deixou engavetado o projeto da bolsa que será instalada no Rio. No ano passado, com as decisões de Paulo Guedes, rapidamente aprovou o projeto. Que diferença do sistema norte-americano. Lá funcionavam harmonicamente a bolsa de Nova York e a Nasdaq. Agora, surge a Members Exchange, a MEMX, que somente aguarda a aprovação da Securities and Exchange Commission, mas já marcou a estreia para o próximo dia 24 de julho.

O JPMorgan Chase, o Goldman Sachs e a Jane Street Capital, empresa de trading, são os mais novos acionistas da nova bolsa e se juntam a outros nove fortes membros do setor financeiro que ajudaram a fundar da entidade. As novas empresas terão assentos no conselho e os mesmos direitos de voto dos investidores originais, O interessante é a política de contratação da nova bolsa. Jonathan Kellner, o CEO da instituição, tinha o mesmo cargo na corretora Instinet, da Nomura Holdings. Thomas Fay, diretor de operações, e Dominick Paniscotti, diretor de tecnologia, vieram da Nasdaq. Louise Curbishley será a diretora financeira, e Lindsay Gilliam, a diretora de pessoal. Por enquanto, a equipe é formada por 30 pessoas, e a sede é em Jersey City, Nova Jersey.

 

Bradesco e XP divergem sobre Ultrapar

Os analistas do Bradesco BBI e da XP Investimentos mantiveram a classificação de acima da média para as ações da Ultrapar, mas discordaram em relação do futuro da empresa. Os do banco foram mais otimistas ao prever que a Ipiranga e a Oxiteno se recuperarão rápido neste ano, com a primeira entregando volumes maiores de produção e efetuando mais cortes de custos, esperando que, todas as empresas da holding terão crescimento de 30% em 2020. O preço-alvo estabelecido é R$ 28, com valorização de 17%.

Os da XP Investimentos estão mais cautelosos, admitindo que o mercado deverá ter reação desfavorável aos resultados divulgados pela Ultrapar, que divulgou prejuízo no quarto trimestre. Acham que a alavancagem do grupo continua elevada, com relação de 2,87 vezes da dívida líquida sobre Ebitda, e tal patamar de endividamento não condiz com notícias de que o grupo avalia investimentos em refino, em virtude da limitação de capital. O preço-alvo estabelecido é R$ 24.

 

Ação da Marfrig pode chegar a R$ 14

Apesar das perspectivas robustas para 2020, com os resultados com a aquisição de 31,2% na National Beef e o pagamento de dívidas caras, os analistas da Ágora Investimentos elevaram o preço-alvo da Marfrig de R$ 12 para R$ 14, mas mantiveram como neutra a recomendação para a ação. Quanto ao desempenho no último trimestre do ano passado, consideram que, por causa da demanda da China, o lucro representou um grande avanço em relação aos últimos três meses de 2018, quando a companhia reportou um prejuízo de R$ 1,3 bilhão, e a empresa conseguiu superar as próprias estimativas para o período.

 

Raia Drogasil: otimismo surpreendente

O Itaú BBA e o Morgan Stanley fizeram avaliações positivas sobre o balanço da Raia Drogasil, mas os do banco brasileiro ficaram tão empolgados que classificaram os resultados de “impressionantes”, destacando o crescimento sólido de 20% nas vendas mesmas lojas, quando a expectativa era de aumento de apenas 2%. A empolgação é tanta que anunciam que 2020 será um ano brilhante para a empresa. O engraçado é que, apesar de tanta excitação, admitem que neste ano, a ação da Raia Drogasil deverá ter alta de apenas 8,1%, pois o preço-alvo foi estabelecido em R$ 130.

Mais comedidos, os do banco de investimento norte-americano consideraram que os resultados foram os projetados, com crescimento de 20% na margem bruta ano a ano e uma expansão de 7,3% nas mesmas lojas, acima da inflação. Acham que a perspectiva é boa para 2020, mas afirmam que a cotação das ações da rede de farmácias está em nível elevado e mantiveram a recomendação de igual à média do mercado.

 

Resultado do Burger King foi fraco

O resultado do Burger King, de modo geral, foi fraco, com o principal destaque sendo a queda das vendas nas mesmas lojas. Essa foi a conclusão dos analistas do Bradesco BBI, que enxergam que esse será o provável ponto focal do mercado, mesmo com as expectativas alinhadas para um número negativo. Como detalhes positivos apresentaram a estabilidade da margem bruta estável e as meta alcançadas na expansão de lojas, mas já concluem que isso não será suficientes para atrair compradores marginais do case. Destacam, no entanto, que a ação ficará atrativa quando for identificada uma recuperação substancial das vendas nas mesmas lojas.

 

Fleury deve crescer 10%

Por causa do aumento da concorrência na saúde privada do Brasil, o Grupo Fleury sofreu pressões nas margens de resultados que, tanto no quarto trimestre, como em todo o ano passado, foram em linha com as projeções do mercado. A marca Fleury cresceu 10% numa base anual e mantém uma tendência positiva para este ano. Os analistas do Bradesco BBI acreditam na manutenção da expansão em 2020, por causa da divisão de exames clínicos. Porém, mantiveram a recomendação neutra para a ação, mas aumentaram o preço-alvo de R$ 28,50 para R$ 34.

 

Apesar da Isabel, Efacec funciona normalmente

O conselho de administração da Efacec desmentiu a acionista controladora Isabel dos Santos, cuja posição acionária está colocada a venda, e garante que a empresa não tem as suas contas congeladas. A empresa faz questão de afirmar que a Efacec e os seus acionistas são entidades distintas, tendo uma gestão independente, que reúne todas as condições para honrar os compromissos acordados com todos os seus colaboradores e fornecedores, não estando colocada a possibilidade de não pagamento de salários ou incumprimento dos seus compromissos.

Pela segunda vez, em uma semana, a empresária angolana fez afirmações alarmistas, alegando que o congelamento das contas bancárias em Portugal impede que as suas empresas paguem os trabalhadores, fornecedores e cumpram as suas obrigações junto da Segurança Social e do Fisco. A nova administração da Efacec ressalta que está fazendo votos para que Isabel dos Santos saia rapidamente da empresa.

 

Multivarejo do Pão de Açúcar não foi bem

O Bradesco BBI destacou que o resultado do Pão de Açúcar foi fraco, principalmente no segmento de multivarejo. A companhia atribuiu a menor rentabilidade em multivarejo a itens não recorrentes. Por outro lado, o negócio do Assaí continuou mostrando crescimento bom.

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