Menina do Rio

     
          As boas relações da empreiteira Delta não ficam limitadas ao Palácio Guanabara. Os contratos com a Prefeitura do Rio de Janeiro também atingem soma expressiva, quase bilionária: R$ 909,3 milhões entre 2002 e 2011, incluídos os consórcios dos quais a Delta participou, informa a vereadora Andrea Gouvêa Vieira. Os valores foram corrigidos pelo IPCA-E.
Na gestão de Cesar Maia a empreiteira firmou com o governo contratos no valor de R$ 574,6 milhões, média de R$ 6 milhões/mês. No Governo Eduardo Paes, a média praticamente dobrou, indo para R$ 11,5 milhões/mês. No ranking da gestão de Paes, a Delta só perde para a Odebrecht.

Bem na foto
Não é só na escolha de empreiteiras que os governos de Sérgio Cabral e Eduardo Paes se parecem. O gasto com verba publicitária também pode ser incluído na dobradinha: Cabral tem no Orçamento deste ano a bagatela de R$ 150 milhões para publicidade. Já Paes turbinou sua verba nesta rubrica de meros R$ 640 mil, em 2009 (orçamento feito pelo antecessor), para R$ 60 milhões em 2011.

Os donos do poder
Segundo o economista Eduardo Costa Pinto, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), no Brasil, reduzir os juros e produzir um plano de desenvolvimento socialmente justo não é questão econômica, mas política: “Entre 1995 e 2007, os bancos continuaram mantendo sua hegemonia, enquanto o crescimento do setor ligado a commodities foi grande. Hoje, se não considerarmos a indústria automotiva, o setor primário detém quase metade (46%) da riqueza. Até a indústria nacional cresce por causa do setor primário, principalmente devido a Petrobras e Vale. Isso por um lado dá até certo poder para o Estado, mas não é utilizado devido ao ciclo eleitoral, que está sempre turbinando o populismo cambial.”

Efeito China
Durante palestra promovida pelo Corecon-RJ, Eduardo Pinto afirmou que o mix populismo cambial e efeito China está levando o Brasil a destruir “o que foi tão difícil construir no período desenvolvimentista”: “Em grande medida, a elevação dos preços das commmodities e a queda dos preços industriais se deve ao efeito China. E não é mais por causa da mão-de-obra barata, e sim pelo ganho de produtividade, que é fantástico naquele país. A China exporta tecnologia até para os EUA”, disse, lembrando que neste país, “em parte”, os chineses são concorrentes do Brasil.

Especialização regressiva
O pesquisador do Ipea destacou também que o “novo eixo sino-norte-americano, que combina globalização financeira com transformação industrial”, mudou o comércio mundial: “No caso do Brasil, o efeito exportação de petróleo vai agravar a especialização regressiva. O contrato de venda de petróleo para a China tem cláusula que obriga a compra de máquinas e equipamentos daquele país. A China está tirando nosso espaço também no Mercosul e América Latina”, advertiu.

Sorria
Bairro que mais cresce no Rio, a Barra da Tijuca atrai profissionais e empresas. Acaba de desembarcar por lá o escritório Fernando Martins Advogados Associados, que inaugurou uma filial na região. Com sede no Rio de Janeiro e filial em Brasília, além de representantes em São Paulo, o escritório planeja crescer 30% este ano.

“Ex-pugnável”
Fabricantes e, principalmente, usuários dos sistemas de blindagem estão curiosos para descobrir que combustível – ou falta dele – foi responsável por implodir a couraça midiática que mantinha o governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB), protegido da responsabilidade por quaiquer dos inúmeros problemas do seu governo.

Seguro-missa
Para comemorar seu 45º aniversário de fundação, o Clube de Vida em Grupo do Rio de Janeiro (CVG-RJ) programou missa em ação de graças para segunda-feira passada, na Igreja Irmandade Nossa Senhora Mãe dos Homens, no Centro. Ela foi remarcada para o dia 8 de julho, porque o padre não compareceu à cerimônia.
     
     

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Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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