Menos dívidas

A inadimplência no comércio lojista da Cidade do Rio de Janeiro diminuiu 0,6% em junho em relação ao mesmo mês do ano passado, de acordo com o Clube de Diretores Lojistas (CDL-Rio). As dívidas quitadas, índice que mostra o número de consumidores que colocaram em dia suas compras atrasadas, aumentaram 4,8% e as consultas ao SPC, item que indica o movimento do comércio, cresceram 8,3%, também em relação a junho de 2009, puxadas pelo Dia dos Namorados.
Ao comparar junho com maio deste ano, os registros do Serviço de Proteção ao Crédito mostram que a inadimplência, as dívidas quitadas e as consultas diminuíram, respectivamente, 0,8%, 1,3% e 7%.
No acumulado do primeiro semestre, em relação ao mesmo período de 2009, a inadimplência caiu 0,6% e as consultas e as dívidas quitadas subiram, respectivamente, 6,3% e 5,5%.

Time fluminense
Técio Lins e Silva, Patricia Brandão, Nylvando Oliveira, Savio Neves, Felipe Niemeyer e Alcione Mazzeo são algumas das personalidades que já integram a Frente em Defesa do Rio Turístico. Idealizada pelos professores Bayard Boiteux e Mauricio Werner, o objetivo é analisar as políticas públicas e privadas do turismo e propor sugestões. Werner se reunirá na próxima semana com várias associações do setor. Até dezembro deve ser concluído um plano de trabalho para oferecer ao futuro governador e aos prefeitos do estado.

Gol contra
Houve perda de produtividade durante os jogos do Brasil na Copa do Mundo em 85% das 659 empresas pesquisadas pelo site Curriculum. No entanto, 67,4% consideram a baixa de produtividade normal para o dia, enquanto 32,6% afirmam achar superior ao esperado.
Não foram só os jogos do Brasil que afetaram a produção, pois 44,8% das companhias acreditam que houve redução também durante os outros jogos.
Mais de 2/3 liberaram seus funcionários para assistir às partidas fora da empresa, enquanto 31,7% providenciaram que elas fossem vistas dentro do ambiente de trabalho. Na próxima Copa do Mundo, ou em algum outro evento importante, 84,9% responderam que manteriam a mesma estratégia.

Taxas
Fruto do “inconformismo com o cenário da tributação no Brasil”, o advogado tributarista Dávio Antonio Prado Zarzana lança O País dos Impostos (Saraiva, 224 páginas, R$ 50), que aponta, em linguagem informal, alguns motivos para a alta carga tributaria no país. Livros, aliás, são imunes de impostos, garante a Constituição – mas, segundo o IBPT, pagam 15% de impostos indiretos.

Candidata
Candidata a sediar a Copa do Mundo de futebol em 2018 ou 2022, a Rússia ouviu a experiência brasileira na palestra “Aspectos Econômicos e Organizacionais na Preparação para a Copa do Mundo”, feita pelo presidente nacional da Câmara Brasil-Rússia, Gilberto Ramos durante Fórum Econômico Internacional de São Petersburgo. Faria melhor se visitasse os elefantes brancos do Pan de 2007 e os estádios da África do Sul, candidatos a pouca utilização.

Ainda a Copa
Muitos – a ampla maioria – dos colunistas da mídia que agora criticam Dunga defenderam, nos últimos anos, ainda que de forma enviesada, os conceitos que o ex-treinador implantou na Seleção brasileira. “Futebol moderno é assim”, “não se pode ficar com romantismo”, “tem que ser competitivo” são maneiras disfarçadas de defender um futebol retrancado, com jogadores de pouca categoria – o futebol de resultados, enfim.
Não por acaso, termos semelhantes são usados na Economia para rebater críticas ao neoliberalismo: “não se pode lutar contra o curso da História”, “o mundo agora é competitivo” etc. Também não por acaso, as teses acabam destruídas pelos fatos, como a crise de 2008, ou a eliminação do Brasil e de outras seleções que rebarbaram os craques e apostaram em jogadores menos talentosos e mais combativos. Dos quatro semi-finalistas, só o Uruguai pode ser classificado como retranqueiro.

Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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