Mercado da fé

Já chega a 17 o número de programas religiosos exibidos no país. Esse total refere-se apenas às maiores emissoras abertas e a dois canais de UHF com programação destinada quase exclusivamente ao público evangélico e católico. A TV Gazeta é a emissora a exibir o maior número de programas do gênero: seis, seguida por Record (quatro), Bandeirantes, Globo e Rede TV (dois cada).
Apesar do crescimento do gênero, a audiência ainda está longe de ameaçar a concorrência. Quase a metade dos programas – sete – é exibido apenas aos domingos e tem média de  dois pontos no Ibope (cada ponto representa 80 mil telespectadores na Grande São Paulo). Como os números estão bem abaixo do público-alvo em potencial, esses dados permitem duas leituras distintas. Ou se está diante de um imenso potencial a ser explorado ou a fé é  fator insuficiente para transformar os fiéis em telespectadores, o que obrigaria os responsáveis pelos programas a agregarem novos valores para ampliar a audiência.

Sorte grande
O virtual ganhador do prêmio acumulado da Mega-Sena, que a  Caixa Econômica Federal (CEF) sorteia neste sábado, passará a ingressar no seleto clube dos rentistas nacionais. Acumulado há quatro semanas, o prêmio previsto é de R$ 23 milhões, o que permitiria ao felizardo que embolsá-lo rendimentos mensais de R$ 138 mil. Isso no caso de optar apenas pela aplicação conservadora na caderneta de poupança.
Não por acaso, a venda média na manhã de sexta-feira foi de 242 mil bilhetes por hora. Até o fim da manhã, a venda total já ultrapassava os 4 milhões de bilhetes.

Limbo
O prêmio estimado equivale a 152.317 salários mínimos. Triste é saber que, enquanto um ou uns poucos serão destinatários dessa dinheirama, boa parte dos brasileiros continuará  condenado a um mínimo inferior a US$ 100, por conta da frágil situação das contas externas do país e da opção preferencial do tucanato pelo ajuste via contenção da demanda interna.

Anônimo
Dono de uma canetas mai$ poderosa$ do tucanato, o diretor geral da Agência Nacional de Petróleo (ANP), David Zylbersztajn, jantava, quinta-feira à noite, no Lamas, com um conhecido colunista político da imprensa carioca. Curiosamente, Zylbersztajn entrou e saiu mais incógnito do que o jornalista, abordado por alguns fregueses.

Na rede
O jornalista J. Carlos Assis é o mais novo ingresso no mundo dos salários milionários do jornalismo virtual. Desde o último dia 1º, ele passou a assinar uma coluna diária de economia política no jornal eletrônico Último Segundo, do iG.  Também colunista do MM, Assis estreou no novo meio fazendo promessa curiosa: “Tentarei controlar meus ímpetos assassinos no espaço de 22 linhas padrão por dia – a linguagem concisa do jornalismo eletrônico. Qualquer insuficiência, espere o dia seguinte.”

Adotado
O preço camarada e o financiamento concedido pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) não foram as únicas vantagens que os compradores – digamos assim – da Vale do Rio Doce conseguiram do Governo FH. O relatório referente ao terceiro trimestre, enviado pela administração da empresa à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), revela que, do total de R$ 3,55 bilhões de compromissos financeiros, dos quais R$ 2,22 bilhões de longo prazo, R$ 646,1 milhões contam com aval da União.

Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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