Mercado de stablecoins atinge US$ 311 bilhões em 2025

Transações globais com stablecoins passam de US$ 28 trilhões, superando as operações somadas de Visa e Mastercard em 2025.

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Stablecoins, criptomoedas
Stablecoins (foto Adobe Stock)

O mercado das stablecoins, moedas digitais lastreadas em moeda forte física, atingiu novos patamares históricos e encerrou 2025 com valor de mercado de US$ 311 bilhões, registrando mais de US$ 28 trilhões em transações globais. O montante supera, somadas, as operações da Visa e da Mastercard no período, segundo dados compilados pelo Mercado Bitcoin.

Esse avanço reforça uma tendência crescente de empresas que adotam a tecnologia como instrumento financeiro e infraestrutura para transações internacionais mais rápidas e baratas. As stablecoins, teoricamente, acompanham uma moeda física, em quase 100% dos casos, o dólar. Porém, no passado recente, algumas moedas digitais não mantiveram a estabilidade prometida.

Um dos fatores que impulsionam o uso é agilidade das redes blockchain, substituindo processos lentos e caros do sistema tradicional, como o uso do Swift, sistema dominado pelos bancos dos EUA e Reino Unido, que pode levar dias para compensar e cobrar taxas entre US$ 15 e US$ 45 por transação.

Há, porém, alternativas de compensação muito mais ágeis e baratas, como o chinês Cips, que processa as negociações em tempo real e cobra taxas inferiores a 0,01% do valor transacionado, além de permitir câmbio direto entre diferentes moedas, evitando o custo de converter em dólar.

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“As stablecoins estão redefinindo a forma como as empresas brasileiras participam do comércio global”, afirma Sofia Düesberg, gerente-geral da Conduit no Brasil. “Elas oferecem a confiança do lastro em moeda forte, como o dólar, com a eficiência das redes blockchain, que liquidam pagamentos em minutos e sem intermediários bancários. Isso muda completamente a dinâmica de fluxo de caixa e previsibilidade financeira das empresas”.

Enquanto transferências internacionais tradicionais dependem de múltiplos intermediários e fusos horários bancários, as stablecoins permitem pagamentos 24/7, com liquidação instantânea e rastreabilidade total. Além disso, a tecnologia reduz barreiras cambiais e simplifica o compliance regulatório. Cada transação fica registrada de forma transparente no blockchain, facilitando auditorias e controles internos, segundo a Conduit.

“Hoje, um pagamento internacional via stablecoin pode ser concluído em minutos, com custos menores do que o processo bancário tradicional”, destaca Düesberg. “Essa eficiência abre espaço para que negócios de todos os portes, inclusive as PMEs, possam atuar globalmente com o mesmo nível de agilidade das grandes corporações”.

“O mercado [brasileiro] está amadurecendo rapidamente. As empresas já não veem o blockchain como um experimento, mas como uma infraestrutura real de pagamentos globais”, conclui a executiva.

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