Bom dia.
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"Se só eu quero a reforma, vou embora para casa" – Com agenda mais fraca hoje, com a sondagem do comércio e o IPCA-15, o mercado deve repercutir a fala de Paulo Guedes na "Veja" dessa semana, que deve aumentar a aversão ao risco por aqui. Mercado também deve ficar atento no final de semana nas manifestações pró-governo neste domingo, mesmo sem a presença do presidente. As manifestações serão um bom termômetro da popularidade do presidente, que vem se deteriorando a cada pesquisa. Já do lado dos indicadores, a confiança no comércio apresentou a quarta queda consecutiva, revertendo assim boa parte dos ganhos acumulados pós-eleição, registrando o menor nível desde outubro. Do lado mais positivo, o IPCA-15 acabou desacelerando para 0,35% em maio, vindo abaixo do número reportado anteriormente e menor que as projeções de mercado.
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Turbulência política segue lá fora – Além dos temores quanto à desaceleração econômica, os mercados estão tendo de lidar com uma série de questões políticas nesse começo de ano e nessa semana, boa parte delas esteve presente. A disputa comercial EUA x China segue sem solução e sem uma perspectiva concreta de avanço no curto prazo. Mas o destaque nessa sexta é na Europa, onde a primeira-ministra britânica anunciou que vai deixar o cargo assim que o seu partido definir um novo líder. Entre os favoritos para suceder Theresa May, está o ex-prefeito de Londres, Boris Johnson, apoiador ferrenho do Brexit. O cenário por lá segue bastante incerto, com o panorama de um Brexit sem acordo talvez ganhando um pouco de força, mas com nenhuma opção totalmente descartada. Lembrando que o deadline para um acordo é o fim de outubro. Nesse final de semana também temos as eleições para o Parlamento Europeu. Apesar do nível de incertezas seguir elevado, as Bolsas europeias operam em alta nessa sexta, se recuperando parcialmente das quedas de ontem, mas ainda no vermelho no acumulado dessa semana e do mês de maio.
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Justiça barra reajuste para conselheiros da Oi (OIBR4) – Em meio ao maior processo de recuperação judicial da América Latina, a justiça barrou a proposta aprovada em 26 de abril, em assembleia de acionistas, que mais do que dobrava a remuneração dos conselheiros. Segundo a justiça do Rio, "considerando o cenário da recuperação judicial, a quantidade de credores que ainda precisa receber seus créditos e os valores envolvidos, o aumento da remuneração não deve ser implementado neste momento". Cabe lembrar que até fevereiro de 2020 a companhia está sob supervisão judicial.
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Bons negócios!
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