Mercado financeiro mundial está de olho no ômicron

Por Matheus Jaconeli.

As bolsas da Ásia fecharam em queda, nesta segunda-feira, repercutindo os temores do pregão de sexta-feira mediante o avanço da ômicron, nova variante da Covid-19, que também começa a se disseminar no continente. Internamente, os lucros industriais caíram na China.

Apesar da queda nos lucros industriais e nas bolsas na Ásia, o arrefecimento em relação às preocupações da nova variante do coronavírus contribui para a alta do minério de ferro, que, em Singapura, teve alta de 1,48%, a US$ 102,90.

As bolsas europeias abrem em alta, se recuperando da realização do final da semana passada. Lagarde disse que a Zona do Euro está mais preparada para uma nova onda da doença. Além disso, cientistas sul-africanos disseram que as pessoas infectadas pela ômicron não apresentaram sintomas graves e a OMS disse que a nova variante não é tão perigosa. Entre os dados de atividade econômica, se destacam dados monetários do Reino Unido, índice de preços da Alemanha e indicadores de confiança da Zona do Euro.

Nos Estados Unidos, os futuros sobem pelo mesmo motivo, os anúncios mais brandos quanto aos efeitos da nova variante da Covid-19. A Moderna se juntou à Pfizer ao informar que pode fabricar um imunizante rapidamente contra uma nova variante do vírus. Na agenda econômica, o foco será nos pronunciamentos de formuladores de política.

No Brasil, o Relatório Focus apontou novamente avanço da inflação e queda do PIB, atingindo 10,15% e 4,78%, respectivamente. Para 2022, as projeções são de nova queda, com inflação de 5% e PIB de 0,58%.

Outro destaque importante do dia é o IGP-M. O indicador evidenciou queda em relação ao mês imediatamente anterior, saindo de 0,64% para 0,02%, por influência do índice de preços ao produtor (IPA), saindo de 0,53% para -0,29%.

De olho nas contas públicas, o Tesouro divulgará o resultado do governo central. As projeções são de superávit de R$ 25,8 bi, ante R$ 300 mi no mês anterior.

Matheus Jaconeli é economista da Nova Futura Investimentos.

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