Mercado já projeta inflação de quase 3% em 2020

Consumidores sofrem com alta de preços.

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As instituições financeiras elevaram de 2,65% para 2,99% a projeção para a inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Após altas sucessivas nos preços de alimentos e de insumos industriais, o mercado financeiro está mais pessimista com relação à inflação em 2020, de acordo com os dados revelados no Boletim Focus, pesquisa semanal de mercado feita pelo Banco Central. Cada vez fica mais distante a inflação projetada pelo governo de 2,09% para a correção do valor do salário mínima que vai vigorar em 2021

No caso do Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e riquezas produzidos em um país), as instituições melhoraram as projeções tanto para 2020 quanto para 2021. Para este ano, em lugar de uma queda 5% do PIB, agora preveem recuo de 4,81%. Em 2021, estimam um crescimento de 3,04% da economia em lugar dos 2,76% projetados na semana passada.

Nesta segunda-feira, o economista-chefe do Goldman Sachs na América Latina, Alberto Ramos, informou à Agência Estado que, embora o Brasil esteja experimentando uma recuperação em ‘V’, isso se dá porque o ponto de partida é um patamar muito baixo e não se trata de um crescimento sustentado. Ele cobrou ainda do governo celeridade nas reformas econômicas, algo que Jair Bolsonaro tem tido dificuldades para entregar, mesmo após a aliança com o Centrão.

O mercado estima ainda o dólar cotado a R$ 5,40 ao fim de 2020 (na semana passada, a projeção era R$ 5,35) mas nesta segunda-feira fechou a R$ 5,62. Quanto a Selic, taxa básica de juros, em 2% ao ano. Nesta terça e quarta-feira (28), o Comitê de Política Monetária do BC se reúne para decidir a taxa pelos próximos 45 dias.

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