Mercado Livre de energia cresceu 10,2% no primeiro semestre

Índice de economia oferecida para o cliente livre cresceu de 30% para 45%

Mercado Financeiro / 00:00 - 30 de jun de 2020

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O Ambiente de Contratação Livre (ACL) no Brasil reportou que fechou o primeiro semestre de 2020 com 7222 consumidores, desses 938 são livres e 6284 são especiais. Foram contabilizadas 165 novas migrações, um crescimento de 10,2% no período, informou nesta segunda-feira a Associação Brasileira dos Comercializadores de Energia (Abraceel) nesta segunda-feira. A entidade defende o direito da livre escolha do fornecedor de energia elétrica, a chamada portabilidade da conta de luz, e de gás natural pelos consumidores.

O setor mantém o fornecimento de 30% da energia consumida no país, com um volume de 84.354 MWmed de energia transacionada, o que representa 62%, e taxa de liquidez 4,34. Fundada há 20 anos, a Abraceel reúne 96 empresas associadas, que comercializam 85% do volume de energia elétrica do segmento.

No primeiro semestre, a média do consumo foi de 18.781 MWmed, uma redução de 4% em relação ao ano passado, com um número mais acentuado entre os dias 21 de março e 12 de junho quando houve uma redução de 10% no consumo SIN, nas mesmas proporções no ACR e ACL, em relação ao mesmo período do ano passado. O consumo industrial elevou-se nesse primeiro semestre, saindo da média de 82% no mesmo período de 2019 para 85%.

De acordo com a Abraceel, os consumidores especiais compraram 52% de sua energia no mercado livre e os consumidores livres também 52%. Contudo houve redução de 31% no volume do mercado livre em relação ao final do ano passado, mas um aumento de 7,6% quando comparado com o mesmo período de 2019. Entre janeiro a abril de 2019, houve crescimento abrupto dos preços do mercado de curto prazo.

O PLD Sudeste/Centro-Oeste atingiu patamar pesado e está custando R$ 121,48/MWh, quando no início do ano estava em R$ 294,99/MWh, ou seja, quase 60% menor.

Uma das causas que pode ter motivado o aumento das migrações diz respeito ao preço da energia, que está 45% menor nas distribuidoras do mercado livre em comparação às do regulado, a diferença saltou de 30% para 45%”, destaca a associação.

 

Estado do Pará

 

O Estado do Pará continua consumindo mais da metade da energia derivada do mercado livre, ou seja, uma marca de 53%; seguido de Minas Gerais com 48%; e Espírito Santo com 34%. Na derradeira posição está o Piauí, que consome 2%. Já o Amapá não consome nada.

Existem 343 comercializadoras no mercado livre, sendo que 96 são associadas à Abraceel. Essa é uma clara demonstração de organização, segurança e estabilidade do mercado livre de energia elétrica.

Segundo a Abraceel, nos últimos 16 anos, os consumidores do Mercado Livre de energia elétrica economizaram aproximadamente 118 bilhões de reais nas contas de eletricidade. Atualmente esse mercado representa 30% de toda a energia elétrica consumida no Brasil e atende mais de sete mil consumidores livres e especiais, que estão entre os maiores do país. “Nesse particular, merece destaque que os preços da energia no Mercado Livre foram em torno de 45% menores que as tarifas reguladas das distribuidoras no mesmo período”, acrescenta a associação.

 

 

 

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