Mercado livre de energia cresceu 10,6% em 2022

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Poste de energia eletrica (Foto: divulgação)
Poste de energia eletrica (Foto: divulgação)

No mercado livre é possível escolher o seu fornecedor de energia elétrica. Em 2022, o setor marcou 36,4% de participação no total do consumo brasileiro. O ambiente somava, ao final de dezembro do ano passado, 10.983 agentes, 10,6% a mais do que em 2021. Como cada um deles pode representar várias fábricas ou estabelecimentos, o número de unidades habilitadas no segmento chegou a 29.549, uma alta de 15,6% no comparativo anual. Os números foram divulgados nesta terça-feira pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE).

Em setembro o Ministério de Minas e Energia (MME) publicou a Portaria 50/2022, que permite que todos os consumidores ligados na alta tensão, como indústrias e médias empresas, possam operar no mercado livre a partir de 2024. A pasta também abriu uma Consulta Pública para contribuições do mercado com relação ao cronograma de abertura para residências, pequenas empresas, unidades rurais e do serviço público.

Em uma análise regional, Pará e Minas Gerais são os únicos estados onde o ambiente livre já representa mais da metade do consumo total de energia, sendo 54% e 52%, respectivamente. Entretanto, em volumes absolutos, São Paulo liderou no último ano, com cerca de 7 mil megawatts médios direcionados para o segmento livre, seguido por Minas Gerais (3,9mil MW médios) e Paraná (1,8 mil MW médios).

Na apuração por setores da economia, a maior parte das mais de 29 mil unidades consumidoras está concentrada nos ramos de Comércios (10.949) e Serviços (5.591). Alimentos (3.538), Manufatura (3.044) e Minerais Não-Metálicos (1.619) aparecem em seguida.

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Ampliação

A CCEE diz que tem contribuído ativamente para a abertura do mercado livre para mais consumidores, com contribuições junto ao MME e a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). O objetivo é garantir que o processo seja sustentável, contínuo e previsível. No entendimento da organização, essa transformação deve ser acompanhada por aprimoramentos regulatórios e pelo fortalecimento da figura do comercializador varejista, que será o responsável por representar os consumidores no dia a dia da comercialização de energia.

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