Na Europa, as Bolsas fecharam sem direção única. Os investidores aguardaram com cautela o anúncio do novo pacote de estímulos nos EUA e observaram os dados de inflação (IPC) da Zona do Euro registrarem alta. A queda nos contratos do petróleo e o avanço da Covid-19, com a França anunciando a possibilidade de mais um lockdown (confinamento), foram fatores negativos para os mercados da região. Paris perdeu 0,34%. Madri e Londres fecharam em queda de 0,18% e 0,36%, respectivamente. Frankfurt ficou no zero a zero e Lisboa subiu 0,81%.
No Brasil, o Ibovespa fechou com queda de 0,18%, em 116.663,72 pontos. Os ativos fecharam mistos, com destaque para companhias do setor de commodities. No entanto, o risco percebido e os riscos políticos continuaram a limitar o avanço do Ibovespa e a penalizar setores como o bancário e os relacionados à reabertura, principalmente após ser detectada uma nova cepa em Sorocaba, interior de São Paulo. Quanto aos dados de conjuntura econômica, a taxa de desemprego chegou a 14,2% e os dados fiscais tiveram desempenho melhor que o esperado, mas ainda assim indicando deterioração em relação ao mês anterior.
Em Wall Street, os mercados fecharam majoritariamente em alta, com a alta das companhias do setor de tecnologia e mais um sinal positivo do cenário econômico com a ADP Systems evidenciando a criação de 515 mil vagas no setor privado. O novo plano do presidente dos EUA, Joe Biden, também gerou expectativas positivas para o mercado. O Dow Jones teve queda de 0,26%. O S&P 500 e a Nasdaq ganharam 0,36% e 1,54%, respectivamente.
O mercado asiático fechou em alta, embalado pelas repercussões em torno do pacote de estímulos nos EUA, a despeito do PMI da indústria chinesa ter tido desempenho aquém do esperado, alcançando 50,6 pontos. No Japão, o sentimento do setor manufatureiro voltou ao nível pré-pandemia. Na China, Shenzhen teve alta de 1,11% e Xangai ganhou 0,71%. Hong Kong e Taiwan subiram 1,97% e 0,85%, respectivamente. Seul também teve alta de 0,85% e Tóquio teve elevação de 0,72%.
Hoje, os mercados futuros americanos abrem operando em alta com sentimento positivo quanto ao pacote de estímulos, enquanto as Bolsas europeias operam majoritariamente em alta de olho nos estímulos nos EUA e bons PMI’s, mas a terceira onda da Covid-19 continua no radar.
No Brasil, quanto à conjuntura econômica, o IBGE publicará os números da produção industrial de fevereiro, com expectativa de aumento de 1,2% ao ano e de 0,4% ao mês. O PMI industrial do Brasil também será divulgado às 10h. Às 15h00, será publicada a balança comercial mensal de março, com estimativa de US$ 3,05 bilhões, ante US$ 1,5 bilhão no mês imediatamente anterior.
O tesouro ofertará LTNs para os vencimentos 2022, 2023 e 2024, NTN-Fs para 2029 e 2031 e LFTs para 2022 e 2027.
O BC fará leilões de rolagem de swap cambial a partir das 11h30.
Na Europa, o PMI industrial de março da Zona do Euro superou as expectativas, chegando em 62,5 pontos. No Reino Unido, o mesmo indicador alcançou 58,9 pontos, também superando as projeções. Na Alemanha, o PMI ficou dentro do esperado, em 66,6 pontos, mas as vendas no varejo tiveram desempenho pior do que as expectativas, crescendo 1,2% ao mês e acumulando perda de 9,0% ao ano.
Como ocorre toda quinta-feira nos EUA, serão divulgados os pedidos por seguro-desemprego. A expectativa é de 680 mil pedidos, ante 684 mil na semana anterior. Tal qual na Europa, serão divulgados os números referentes ao PMI industrial oficial da IHS Markit. Espera-se avanço de 59 pontos em março. Quanto aos dados da ISM Inc., o PMI industrial tem projeção de 61,3 pontos e o índice de emprego do setor, publicado pela mesma instituição, tem projeção de avanço de 53 pontos. A contagem de sondas da Baker Hughes será antecipada por conta do feriado da Sexta-Feira Santa.
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Matheus Jaconeli
Economista da Nova Futura Investimentos
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