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segunda-feira, janeiro 25, 2021

Mercados ainda sem tração

Ontem foi o noticiário ruim que afetou o desempenho do mercado local, mas também mostrou comportamento frágil em outros mercados importantes do exterior. A expansão da contaminação pela Covid-19 segue assustando os investidores em todo o mundo e, por aqui, tivemos problemas adicionais na área política e econômica, acrescida da demissão do presidente do Banco do Brasil e possível ingerência governamental na instituição.

A Bovespa encerrou o dia de ontem com queda de 1,67% e índice em 121.933 pontos (quase perdeu a faixa de 121 mil pontos), o Dow Jones com queda de 0,03% e Nasdaq com +0,43%, O dólar aqui terminou o dia em queda de 0,23% e cotado a R$ 5,31.

Hoje, mercados da Ásia encerraram o dia com altas, exceto a Bolsa de Xangai com -0,91%. Europa com altas nesse início de manhã, mas afastada das máximas alcançadas, e mercado futuros americanos com comportamento misto (Nasdaq em queda). Aqui, os últimos pregões mostraram realizações de lucros recentes em ações líderes como Petrobras, Vale e bancos. Poderia ser considerado como um “freio de arrumação” para o vencimento de opções que ocorrerem ajustes a partir de manhã, mas crescem os boatos dentro do governo na área política e questionamentos.

Durante a madrugada, a China anunciou o saldo na balança comercial de dezembro com superávit de US$ 78,2 bilhões, acumulando no ano de 2020 superávit de US$ 535,0 bilhões. Na Alemanha foi anunciado o PIB de 2020 com contração de 5,0%, dentro das expectativas, mas só perdeu para a queda de 2009, com -5,7%. Também foi divulgado o déficit fiscal de 2020 em 158,2 bilhões de euros, o primeiro desde 2011.

Nos EUA, o senado começa a votar o impeachment do presidente Donald Trump, depois de duas votações favoráveis na Câmara, e o voto do líder republicano Mitch McConnell pode selar o impeachment do presidente. Mas lá existe a expectativa de Joe Biden anunciar hoje novo pacote de estímulo fiscal, que pode atingir US$ 2,0 trilhões, começando pelo cheque cidadão de US$ 2 mil.

Portugal também anunciou o segundo lockdown (confinamento) para conter o vírus e, na Itália, segue a confissão política. A Comissão Europeia recomendou a troca das mensagens do WhatsApp pelo Signal, mostrando oposição ao grupo do Facebook. No mercado internacional, dia de petróleo em leve alta de 0,21%, com o barril cotado a US$ 53,02, em dia de relatório mensal da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep). O euro era transacionado em alta para US$ 1,216 e notes americanos de 10 anos com taxa de juros de 1,11%. O ouro e a prata mostravam quedas na Comex e commodities agrícolas com viés positivo, enquanto minério de ferro se recuperou na China (Qingdao), com alta de 1,32% e com a tonelada em US$ 172,37.

Aqui, Jair Bolsonaro pressionou pela demissão do presidente do BB, por não ter discutido a contração de atividades e rearranjo, e isso mexe com Paulo Guedes e Campos Neto, que hoje fazem reunião. Bolsonaro também sancionou projeto que facilita o crédito por estados e municípios e altera o regime de recuperação fiscal (RRF). O distanciamento de práticas ESG (empresas socialmente, ambientalmente e economicamente responsáveis pode dificultar a captação de recursos junto a investidores estrangeiros.

Aqui, o governo diz a empresários que comprar vacinas para funcionários será proibido, enquanto nos EUA as empresas pagam horas extras para quem se vacinar.

Na agenda do dia nenhum item importante por aqui, exceto o burburinho político. Nos EUA, também nenhum indicador mais forte, mas com discursos de dirigentes do Fed, incluindo o presidente Jerome Powell. Expectativa de Bovespa tentando buscar alguma recuperação, dólar fraco e juros ainda pressionados.

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Alvaro Bandeira

Sócio e economista-chefe do Banco Digital Modalmais

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