Mercados caem em dia de balanços e cautela com decisão do Fed amanhã

Hoje, a Ásia fechou em alta: em Hong Kong, o Alibaba saltou 4,82% depois de solicitação de listagem de primária na Bolsa local.

A Bolsa brasileira fechou em alta no pregão de segunda-feira. Começando a primeira semana do mês de pé direito. O apetite pelo risco sendo evidenciado pela expectativa de que o Fed aumente os juros em 75 pontos base e não em 100 foi um alívio para o mercado de risco.

Adicionalmente, a alta das commodities também contribuiu positivamente para o desempenho do índice. Assim, o Ibovespa teve alta de 1,36%, aos 100.269,85 pontos.

Na Europa, os mercados operaram em alta absorvendo as expectativas de um Fed mais dovish, levando em consideração os receios recessivos. Internamente, os investidores esperam bons balanços de empresas como os de Air Bus, Deuschtche Bank, Carrefour e Unilever.

Frankfurt de queda de 0,33% aos 13.210,32 pontos. Em Paris, o índice CAC 40 terminou em alta de 0,33% aos 6.237,55 pontos. Já na Bolsa de Milão, o índice FTSE MIB subiu 0,80% para 21.382,71 pontos; em Madri, o índice Ibex 35 subiu 0,42% aos 8.085,60 pontos; em Portugal, o PSI 20 subiu 1,10% para 6.002,60 pontos.

Nos EUA, os mercados fecharam sem direção única em dia de volatilidade. Por um lado, o mercado levou em conta a possiblidade de alta menos agressiva por parte do Fed, mas por outro, havia receios em relação ao balanço de importantes companhias do país.

O índice Dow Jones fechou em alta de 0,28%, em 31.990,04 pontos, o S&P 500 avançou 0,13%, a 3.966,84 pontos, e o Nasdaq recuou 0,43%, a 11.782,67 ponto.

Hoje, na Ásia, os mercados fecharam em alta com a Coreia do Sul tendo avanço de 0,7% e em Hong Kong, o Alibaba saltou 4,82% depois de solicitação de listagem de primária na Bolsa de Hong Kong. Xangai teve alta de 0,83%. O Nikkei teve queda de 0,16%. Hong Kong e Seul tiveram alta de 1,67% e 0,39% respectivamente.

O minério de ferro negociado na Bolsa de Dalian teve alta de 5,57%, a 748,50 iuanes, o equivalente a US$ 110,79 por tonelada.

Na Europa, os mercados esperam a divulgação de importantes resultados. Todavia, há receio com inflação e cautela com política monetária, mesmo que haja expectativa de alta de apenas 75 pontos base. Adicionalmente, os europeus ficam receosos com a possibilidade de haver menor fornecimento de gás para o continente. No corporativo há a divulgação dos balanços de UBS, UniCredit, Unilever, EasyJet, LVMH , Dassault Systemes e Randstad.

Nos EUA os mercados caem após divulgação de resultado abaixo do esperado por parte do mercado. Na agenda econômica serão divulgados os números de vendas de casas novas, confiança do consumidor e variação de estoques de petróleo (API).

No Brasil, os investidores ficam à espera do IPCA-15 com projeção de elevação de 0,17%. Adicionalmente, parlamentares se veem resistentes ao impedimento da permanência do Auxílio Brasil em R$ 600. Na agenda de balanços serão divulgados Carrefour Brasil, Neoenergia e Telefônica Brasil.

No corporativo, a Petrobras disse que pode deliberar sobre eventual distribuição de proventos na próxima quinta-feira.

A CCR concluiu a venda de sua participação na TAS, correspondente a 70% do capital social total da TAS, à empresa AGI-CFI Acquisition Corp (AGI), pelo valor-base (base purchase price) de US$ 143,5 milhões, menos dívidas e outros passivos assumidos.

A CSN Mineração assumiu posição contratual da CSN em compra da Companhia Energética Chapecó, realizada no começo de julho, em conjunto com a CSN Energia, o fundo Astra Infraestrutura e a BMPI, no valor de R$ 427,5 milhões. Assim, a CSN Mineração assume a posição contratual da CSN no contrato.

A B3 aprova a sexta emissão de debêntures simples, no valor de R$ 3 bilhões.

A Rede D’Or aprova a 24ª emissão de debêntures simples, no valor de R$ 500 milhões.

A Copel mercado fio da Copel Distribuição tem alta de 1,7% no consumo de energia elétrica no 2TRI e de 3,8% no 1º semestre, na comparação anual.

Omega Energia: Alpha Brazil, fundo sob gestão da Actis LLP, aumenta participação na companhia para 19,14%, passando a deter 109.046.300 de ações.

A Eternit obtém concessão da patente verde para a célula fotovoltaica e para o processo de fabricação de célula fotovoltaica encapsulada.

A Grazziotin: FMR reduz participação na companhia para 4,99% do capital social, representada por 403.300 ações ON, com a venda de 393.080 dos papéis do tipo que possuía.

A CPFL Energia: CEEE-T aprova saída da companhia do nível 1 de governança corporativa da B3. Com isso, a partir de quarta-feira, as ações da CEEE-T passam a ser negociadas no segmento básico da listagem da Bolsa brasileira.

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Matheus Jaconeli

CNPI 2917

Analista de Investimentos da Nova Futura

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