Mercados caem no último pregão do mês com receios advindos da Ásia

Futuros nos EUA abrem em queda, pressionados pelos receios advindos do Extremo Oriente e pelo avanço da Covid-19.

As Bolsas europeias fecharam mais uma vez em alta, sendo influenciadas pelos bons balanços de importantes companhias, como Shell e Total Energies. Os indicadores de sentimento econômico da Zona do Euro também contribuíram positivamente para a alta dos principais índices do continente.

Os mercados de Nova Iorque também fecharam em alta, em meio aos bons resultados corporativos e ao anúncio de acordo entre republicanos e democratas. Assim, mesmo com a primeira prévia do PIB trimestral abaixo da esperada, 6,5% contra a expectativa de 8,5%, as Bolsas americanas tiveram bom desempenho.

No Brasil, o mercado fechou em queda. A divulgação de bons balanços pode ter gerado a troca de portfólios, impactando os preços dos ativos, fazendo com que houvesse realização de lucros.

Hoje, a China, após tentar acalmar grandes players do mercado, voltou a interferir em companhias de tecnologia e educação e nos preços do minério de ferro. Além disso, os temores em relação à nova variante da Covid-19 continuam no radar, com Tóquio ainda em estado de emergência e ressurgimento de casos na China continental e na Austrália.

Os mercados europeus operam em queda, mediante o avanço da variante da Covid-19, a intervenção da China e a queda nos preços do minério de ferro, que perdeu 7,3%. Quanto aos indicadores de atividade econômica, mesmo com os estímulos, o PIB da Alemanha cresce aquém do esperado. Os indicadores de inflação na Zona Euro superam as expectativas e a prévia do PIB e a taxa de desemprego são destaques positivos para o bloco.

Os futuros nos EUA abrem em queda, pressionados pelos receios advindos do Extremo Oriente e pelo avanço da Covid-19. No que diz respeito aos indicadores de atividade econômica, os investidores ficarão atentos ao PCE, aos gastos pessoais e aos indicadores de regionais de Michigan.

No Brasil, o mini-índice futuro opera em queda, seguindo seus pares globais. A queda nos preços do minério de ferro e a aversão ao risco global devem afetar a Bolsa brasileira ao longo do dia.

No Brasil, a taxa de desemprego chegou a 14,6%, impactando 14,8 milhões de pessoas no trimestre findado em maio.

O BC publicou dados fiscais de junho. A dívida líquida/PIB fechou em 60,9%, o balanço orçamentário ficou com déficit de R$ -75,600 bilhões e o orçamento teve déficit de -65,50 bilhões. A partir das 11h30, a autoridade monetária fará a oferta de até 15 mil contratos de swaps.

O mercado também ficará atento às discussões que envolvem o teto de gastos e o Bolsa Família.

Quanto aos balanços, hoje são divulgados: Usiminas pré-mercado e Alpargatas pós-mercado.

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Matheus Jaconeli

Economista da Nova Futura Investimentos

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