Mercados continuam em recuperação, mas Delta ainda preocupa

Bolsas globais operam em alta, com perspectivas positivas em relação aos números dos balanços de companhias importantes.

Os mercados europeus tiveram correção, após forte queda em virtude do avanço no número de infectados pela nova variável da Covid-19, a Delta. Com poucos indicadores de atividade econômica, houveram a retomada nos preços do petróleo e o apoio recebido pelo setor financeiro, por conta dos bons números do balanço do UBS.

Os balanços das companhias do setor aéreo e dos bancos puxaram os principais índices de Nova Iorque. A recuperação nos preços do petróleo também foi um fator que contribuiu para a correção dos mercados. Quanto os indicadores econômicos, a construção de novas casas cresceu 6,3% em junho, ante avanço de 2,1% no mês anterior. No entanto, houve queda de 5%.

No Brasil, com a agenda escassa, os movimentos de mercado seguiram Nova Iorque, de olho na divulgação dos balanços globais. Os frigoríficos também foram destaques na sessão, devido ao descontrole da peste suína africana na China.

Hoje, na Ásia, os mercados operaram sem direção única. Tendo em vista a melhora no setor de tecnologia, alguns mercados do continente mostraram correção. No entanto, a peste suína africana e os receios em torno da variante Delta continuam no radar.

Hoje, os mercados globais operam em alta, com perspectivas positivas em relação aos números dos balanços de companhias importantes, como J&J, Coca-Cola, Harley-Davidson e Novartis, entre outras. Em queda opera o Nasdaq, com o desapontamento em relação aos resultados da Netflix. Com a agenda econômica vazia, destaca-se a divulgação semanal dos estoques de petróleo.

No Brasil, os futuros abrem em leve queda. Também com a agenda escassa, os investidores ficarão de olho nos movimentos globais e na possibilidade de avanço de contaminação e de óbitos por causa da variante Delta.

O BC ofertará até 15 mil contratos de swap para rolagem a partir das 11h30 e publicará o fluxo cambial semanal às 14h30.

A Receita Federal divulgará a arrecadação de impostos. Segundo a Bloomberg, há expectativa de arrecadação de R$ 139,8 bilhões em junho, contra R$ 142,1 bilhões no mês imediatamente anterior.

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Matheus Jaconeli

Economista da Nova Futura Investimentos

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