Mercados internacionais abrem com cautela

Bolsas europeias fecharam majoritariamente em queda. Os dados da Alemanha ficaram aquém do esperado, com retração de 1,6%, ante perspectiva de avanço de 1,5%. Externamente, o avanço das perspectivas de aperto monetário na China também contribuiu para o desânimo dos agentes. Londres teve queda de 0,38%. Milão perdeu 0,60% e Madri teve desvalorização de 0,83%. Frankfurt e Paris tiveram altas de 0,21% e 0,06%, respectivamente.

No Brasil, o Ibovespa fechou o pregão de sexta-feira com queda de 0,54%, fechando a sessão em 117.669,90 pontos. Apesar de avanço no processo de vacinação, os números da Covid-19 continuam elevados e a questão fiscal ainda permanece frágil.

Nos EUA, as Bolsas continuaram em alta. O presidente Joe Biden e os Democratas se mostram esperançosos em conseguir apoio dos republicanos em relação ao pacote de estímulos ao setor de infraestrutura. Isto, juntamente com a queda nos yields dos trasuries, contribuiu para o bom desempenho em Wall Street. O Dow Jones teve alta de 0,89%. O S&P 500 e a Nasdaq ganharam 0,77% e 0,51%, respectivamente.

Na Ásia, os mercados tiveram receio em relação ao avanço das perspectivas de aumento da restrição monetária na China. Além disso, houve receios do mercado quanto à intervenção do governo no mercado de minério de ferro, o que também limitou os ganhos. O Nikkei teve queda de 0,77%. Seul teve valorização de 0,12%. Hong Kong perdeu 0,86% e Taiwan teve alta marginal de 0,03%. Na China continental, Xangai perdeu 1,09% e Shenzhen registrou perada de 1,74%.

Hoje, os futuros em Nova Iorque operam com cautela, aguardando o início da temporada de balanços. Na Europa, as Bolsas operam mistas, com os investidores ponderando os bons números do varejo e a retirada de liquidez no mercado chinês.

No Brasil, o futuro opera em leve alta, a despeito da cautela externa. O IPC-Fipe da primeira quadrissemana de abril veio dentro das expectativas, com alta de 0,71%.

O BC inicia rolagem de swaps de junho, ofertando 15 mil contratos a partir das 11h30.

No Relatório Focus, o mercado mostra perspectiva de elevação da inflação, câmbio, Selic e contas externas, mas queda no PIB para 2021. O mercado também ficará atento ao avanço da Covid-19 no Brasil e no exterior.

A agenda internacional de hoje está relativamente vazia, mas com dados importantes para a Zona do Euro. As vendas do varejo do continente atingiram alta de 3,0% em fevereiro, ante expectativa de 1,5%. No ano, houve retração de -2,9%, contra a projeção de -5,4%.

.

Matheus Jaconeli

Economista da Nova Futura Investimentos

Leia também:

Bolsas globais recuam com segunda onda de Covid-19 na Ásia

Semana começando sob tensão

Artigos Relacionados

Estado do Rio registra 68,8 mil novos MEIs

Alimentação fora do lar foi o segmento com mais abertura de empresas, com 10,4 mil novos microempreendedores.

Volume de vendas do varejo restrito regrediu em março

'Recuo foi acima do esperado por nós (-3,4%) e pelo mercado (-5,1%)', diz Felipe Sichel.

Com medidas restritivas, produção industrial foi fraca no mês passado

Para os próximos meses, esperamos alguma recuperação com o auxílio emergencial e melhora gradativa das condições do mercado de trabalho.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Últimas Notícias

Estado do Rio registra 68,8 mil novos MEIs

Alimentação fora do lar foi o segmento com mais abertura de empresas, com 10,4 mil novos microempreendedores.

Volume de vendas do varejo restrito regrediu em março

'Recuo foi acima do esperado por nós (-3,4%) e pelo mercado (-5,1%)', diz Felipe Sichel.

Quase 80% não trabalham totalmente remoto na pandemia

Segundo levantamento sobre adaptação ao modelo de teletrabalho, 49,7% dos entrevistados estiveram na empresa semanalmente.

Tunísia pretende exportar 80 mil toneladas de frutas

País produz pêssegos, nectarinas, damasco, ameixa e estima aumento de 7% na safra de frutas em 2021; grandes importadores são Líbia, França e Itália.

Rio acaba com toque de recolher

Novas medidas têm validade até o dia 20 de maio; medidas podem ser revistas.