Mercados globais continuam receosos com aumento dos preços

Principais índices da Europa caíram devido ao movimento de alta dos yelds; Paris perdeu 0,24%.

Os principais índices da Europa caíram devido ao movimento de alta dos yelds. O receio em relação à elevação dos preços fez os agentes temerem um movimento inflacionário, como pode ser evidenciado pela curva dos títulos soberanos. Londres recuou 0,11%. Frankfurt caiu 0,69%. Paris perdeu 0,24%. Milão teve desvalorização de 0,15%. Na Península Ibérica, Madri e Lisboa tiveram alta de 0,58% e 1,12%, respectivamente.

Nos EUA, os investidores também temeram a possibilidade de aumento da inflação por conta do ciclo das commodities. Tais temores foram confirmados, em certa medida, pelo PCE (índice preços de gastos com consumo), com números acima do esperado. O Dow Jones teve queda de 1,75%, o S&P 500 perde 2,45% e a Nasdaq teve retração de 3,25%.

No Brasil, o Ibovespa fechou em queda de 2,95%, aos 112.256,36 pontos, acompanhando o mau humor externo. Adicionalmente, a ingerência política continuou a influenciar o mercado.

Os mercados na Ásia acompanharam os movimentos dos principais mercados do Ocidente. Tóquio tombou 3,99%. Hong Kong e Taiwan tiveram desvalorização de 3,64% e 3,03%, respectivamente. Seul perdeu 2,80%. Na China continental, Xangai e Shenzhen cederam 2,12% e 1,97%, respectivamente.

Hoje, no exterior, os mercados europeus abrem em queda e os futuros em Nova Iorque tiveram abertura mista, em meio aos receios referentes à alta nos juros.

No Brasil, os dados fiscais tiveram números melhores do que o esperado. A expectativa para a dívida líquida/PIB era de 63% e foi de 61,6% em janeiro. O Balanço Orçamentário chegou a R$ 17,9 bilhões, quando era esperado um déficit de R$ 19,121 bilhões. O superávit orçamentário foi de R$ 46,400 bilhões, contra as projeções de R$ 50,000 bilhões. O desemprego foi de 13,9%, contra 14,1% na observação anterior.

No ambiente político, também serão levados em consideração os desdobramentos da percepção dos agentes quanto à interferência do governo em companhias estatais, o auxílio emergencial, a votação para a PEC orçamentária e o avanço da Covid-19 em alguns Estados e cidades do país.

O BC fará oferta de até 16 mil contratos de swap para rolagem a partir da 11h30.

Nos EUA, será divulgado o PMI de Chicago para fevereiro, cuja expectativa é de 61,1 pontos, contra 63,8 em janeiro. Como dados antecedentes, os indicadores regionais de Michigan evidenciarão a percepção dos consumidores. A confiança do consumidor tem perspectiva de piora, saindo de 74 pontos para 69,8. Já a percepção do consumidor pode sair de 79 para 76,5 caso as projeções dos agentes se concretizem.

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Matheus Jaconeli

Economista

Nova Futura Investimentos

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