Mercados globais se recuperam olhando desconto após semana de perdas

Cenário ainda é desafiador.

Os mercados europeus fecharam em alta no pregão dessa segunda-feira. O movimento foi positivo em meio uma correção técnica após as fortes quedas da semana anterior. Todavia, o cenário não teve muitas mudanças, pois o Banco Central Europeu e Banco da Inglaterra se posicionaram de forma mais dura contra a inflação.

Na Alemanha, o PPI chegou a 33,6% e na França, Emmanuel Macron perdeu a maioria no parlamento, o que é algo que pode ser absorvido como algo negativo pelo mercado, dado que o candidato é considerado pró-mercado.

O Stoxx 600 teve alta de 0,96%. Londres ganhou 1,50%. Frankfurt teve avançou 1,06%. Paris teve alta 0,64%. Milão subiu 0,99%. Os mercados ibéricos também tiveram alta com avanço de 1,72% em Madri e de 2,01% em Lisboa.

No Brasil, o mercado fechou em leve alta com avanço de 0,03% cotado a 99.853 pontos. O dia foi de forte volatilidade tendo em vista a pressão de demissão do presidente da Petrobras, contudo, a entrada do interino que é pró-preços de mercado, fez com que o mercado se recuperasse. A queda nos DIs teve efeito sobre companhias de setores cíclicos.

Hoje, os mercados asiáticos fecharam majoritariamente em alta acompanhando os futuros nos EUA e as altas de ontem na Europa. Na China, o mercado devolveu a elevação da véspera. Xangai teve queda de 0,26%. O Nikkei teve alta de 1,84%. Hong Kong subiu 1,87% e o Kospi teve avanço de 0,75%.

O minério de ferro negociado na Bolsa de Dalian teve baixa de 3,10%, a 749,00 iuanes, o equivalente a US$ 111,86.

Na Europa, as Bolsas operam majoritariamente em alta, continuando a retomada após a semana passada de fortes perdas.

Nos EUA, os futuros também indicam elevação. Após o feriado, tudo indica elevação das Bolsas em Nova Iorque. Todavia, os fundamentos macroeconômicos são importantes e devem continuar no radar, uma vez que uma pesquisa do Goldman Sachs mostra que a probabilidade de recessão nos EUA subiu para 30%. Assim, os dados imobiliários divulgados hoje, merecem atenção especial.

No Brasil, a queda do minério de ferro continua a ser um aspecto negativo para o mercado, que pode limitar os ganhos. Contudo, a alta do petróleo e o bom humor global são fatores positivos.

No fiscal, Paulo Guedes disse que os reajustes de funcionários públicos ocorrerão somente no ano que vem, o que pode dar mais uma folga aos DIs. Outro fator importante é a leitura da ata do Copom. No documento, a autoridade monetária afirmou que deve manter a taxa em níveis elevados por mais tempo, devido à conjuntura atual. Na política, a questão dos combustíveis continuará no radar.

No corporativo, a Eletrobras (ELET3; ELET6) pagou montante de R$ 26.635.960.067,14, referente ao valor devido a título de bônus de outorga dos novos contratos de concessão de geração de energia elétrica, no âmbito do seu processo de privatização. A estatal também informou que a BNDESPar, subsidiária integral do BNDES, alienou, no âmbito da Oferta Pública Global pela companhia elétrica, 69.801.516 de ações ON de sua titularidade. A alienação, em conjunto com a diluição resultante da tranche primária da referida oferta, fez com que a BNDESPar ultrapassasse, para baixo, o patamar de 5% do total de ações ON de emissão da Eletrobras.

A Oi (OIBR3) adiou para o dia 28 de junho a divulgação de seus resultados financeiros relativos ao primeiro trimestre deste ano (1TRI22). No entanto, a empresa antecipou receita preliminar de R$ 4,383 bilhões.

A MRV (MRVE3) aprovou distribuição de dividendos no valor de R$ 95,5 milhões, equivalentes a R$ 0,197808371 por ação. Os proventos serão creditados em 5 de julho, tendo como base a posição acionária em 23 de junho.

A São Martinho (SMTO3) registrou lucro líquido de R$ 225,4 milhões no quarto trimestre do ano safra 2021/22, um crescimento 8,7% na comparação com igual etapa do ano anterior. A companhia pagará juros sobre capital próprio (JCP) no valor de R$ 115 milhões, ou R$ 0,33 por ação.

A Odontoprev aprova pagamento de JCP no valor de R$ 17,6 milhões, o equivalente a R$ 0,0316 por ação, com pagamento em 21 de dezembro.

A Tegma informou que o diretor-presidente da companhia, Marcos Antônio Leite de Medeiros, renunciou ao cargo hoje. Medeiros vai permanecer na função até 30 de junho, para conduzir o processo de transição. O posto será ocupado pelo presidente da controlada GDL, Nivaldo Tuba, a partir de 1º de julho.

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Matheus Jaconeli

Analista de investimentos da Nova Futura Investimentos

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