Mercados globais sobem em dia de agenda cheia nos EUA

Bolsas em Nova Iorque também operavam em alta acompanhando a valorização de commodities, como minério de ferro e petróleo.

Os principais índices europeus fecharam em alta na tarde de ontem. A recuperação no preço do minério de ferro e a ata das companhias do setor de tecnologia contribuíram para o bom humor dos investidores. Assim, mesmo com as pressões inflacionárias no radar, principalmente com o nível recorde do Índice de Preços ao Produtor (IPP) da China, os mercados do Velho Continente desempenharam bem ao longo do dia.

As Bolsas em Nova Iorque também operavam em alta acompanhando a valorização das commodities, como o minério de ferro e o petróleo, após a Agência Internacional de Energia (AIE) fazer previsões de aumento da demanda, fazendo o WTI ter elevação de 1,08% e o Brent avançar 0,99%. Os números corporativos também ajudaram a sustentar as altas americanas.

No Brasil, não obstante os ganhos no exterior, os investidores ficaram receosos em relação aos riscos internos, como o avanço da inflação e certo desconforto em relação ao projeto de mudança do ICMS sobre os combustíveis. Os receios internos pressionaram, principalmente, ativos cíclicos como o setor de consumo e imobiliário.

Hoje, o bom desempenho de Nova Iorque contribuiu para o desempenho dos mercados asiáticos. O anúncio do premiê chinês Li Keqiang de que o governo continuará sustentando o suprimento de energias às indústrias do país também contribui para o avanço dos mercados do continente.

Já o minério de ferro voltou a recuar em Singapura, com queda de 0,44%, cotado a US$ 124,50.

As Bolsas na Europa operam em alta, acompanhando os seus pares globais. O apetite pelo risco é acompanhado pala divulgação de balanços nos EUA.

Internamente, a agenda econômica está relativamente vazia, com a balança comercial ficando aquém do esperado, registrando saldo de 4,8 bilhões de euros em agosto, contra as projeções de 16,1 bilhões de euros.

Os futuros nos EUA operam mais um dia em alta, de olho nos dados corporativos e nos indicadores de vendas no varejo, nos indicadores regionais de Michigan, no anúncio de John Willians, presidente da unidade do Fed em Nova Iorque, e na contagem de sondas da Baker Hughes.

No Brasil, o risco ainda é a política local. Os governos estaduais ameaçam ir ao STF para se contraporem à mudança no Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre o preço dos combustíveis.

Na agenda econômica, há expectativa em relação à divulgação do IBC-Br, uma importante proxy para o PIB. O mercado projeta queda de 0,08% em agosto, após avançar 0,6% no mês imediatamente anterior.

O IGP-10 teve queda de 0,31%, ante avanço de 1,18% em agosto. A queda se dá, principalmente, pelo recuo das matérias-primas brutas (-5,01%), mas os preços do IPC avançaram 0,93%, impactados pelos preços de alimentação (+1,05%) e habitação (+1,33%), refletindo os efeitos da crise hídrica.

O BC ofertará 20 mil contratos de swap a partir das 9h30 e até 15 mil contratos para rolagem.

Externamente, o dia tende a ser de bom humor, o que pode contribuir para o desempenho dos ativos internos. Contudo, o mercado também ficará atento aos ruídos internos em relação à política e aos receios de alta nos preços aos consumidores.

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Matheus Jaconeli

Economista da Nova Futura Investimentos

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