Mercados operam em alta com dados de atividade

IPCA-15 sobe 8,59% em 12 meses.

O discurso dovish do BCE, com a mudança do forward guidance, que era de manutenção de estímulos levemente abaixo de 2% para acima de 2% para médio prazo, animou os principais mercados do continente e o apetite global por ativos de risco. A exceção foi Londres, sendo impactada pela redução nos lucros da Unilever e pelas quedas de importantes petroleiras.

A alta no setor de tecnologia teve destaque no pregão de ontem, mas os dados econômicos ponderados, como os pedidos por seguro-desemprego aquém do esperado, contribuíram para a limitação dos ganhos de blue chips.

No Brasil, os ruídos em torno das reformas ministeriais, colocando em questão o plano inicial do “Superministério da Economia”, trouxeram volatilidade para a Bolsa, mas ela fechou no positivo, acompanhando os mercados globais.

Na Ásia, os mercados fecharam mistos na sessão desta madrugada. Os investidores ficaram temerários com o avanço no número de infectados pela variável Delta e com a intervenção do governo chinês no setor de tecnologia. Na Austrália e na Coreia do Sul, há aumento no número de casos de infectados pela variante Delta, gerando avanço nas medidas restritivas.

Na Europa, os mercados operam em alta, com os bons dados evidenciados pelas prévias dos PMIs. No Reino Unido, os números vieram abaixo das expectativas.

Nos EUA, além de aos balanços de importantes companhias, os agentes também ficam atentos às prévias do PMIs. As perspectivas são positivas, fazendo os futuros dos principais índices subirem.

No Brasil, o mini-índice futuro abre em leve alta, acompanhando seus pares globais.

Os investidores ficam atentos às tendências de inflação. O IPCA-15 teve alta de 0,72% no mês de junho e chegou a 8,59% em 12 meses, superando as expectativas do mercado. O destaque entre as altas foi a habitação, com 2,14% no mês.

A recriação das pastas de Trabalho, Comércio Exterior e Planejamento também chamará a atenção.

Do ponto de vista corporativo, o destaque é a prévia operacional da Petrobras, com aumento de 1,4% da produção. Houve o follow-on da Magazine Luiza. E a prévia não auditada da Brasken mostra redução nas vendas de resinas e dos principais produtos químicos no Brasil. Na Europa e nos EUA, houve aumento.

O BC fará a oferta de até 15 mil contratos de swap até às 11h.

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Matheus Jaconeli

Economista da Nova Futura Investimentos

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