Mercados sobem após tom mais parcimonioso de Powell

Mesmo com dirigentes do Fed falando dos dados fortes da economia americana, mercados tiveram um alívio ontem.

Os mercados europeus operaram em alta no pregão de ontem. Apesar da cautela quanto à alta da inflação no continente e nos EUA, o tom mais brando de Jerome Powell, diretor do Fed, contribuiu para acalmar os ânimos dos investidores. O bom desempenho das commodities também foi um fator importante, principalmente para a Bolsa londrina, que teve alta de 0,62%. Em Frankfurt, o DAX subiu 1,10%. O FTSE MIB, de Milão, teve alta de 0,66%. O CAC 40, de Paris, subiu 0,95%. Nas praças ibéricas, o Ibex 35, de Madri, aumentou 0,56% e Lisboa subiu 1,33%.

Mesmo com dirigentes do Fed falando dos dados fortes da economia americana, da derradeira retirada de estímulos e da alta de juros, os mercados tiveram um alívio ontem. O tom mais brando de Powell ajudou o mercado a corrigir as perdas anteriores, ao passo que os rendimentos das treasuries subiam, ajudando principalmente o Nasdaq, que subiu 1,41%. O S&P 500 e Dow Jones tiveram alta de 0,92% e 0,51%, respectivamente.

O exterior pesou forte na Bolsa brasileira, fazendo o Ibovespa ter queda de 0,75%, a 101.945 pontos. O avanço dos rendimentos dos títulos americanos fez com que houvesse o “voo para a qualidade”, isto é, os investidores buscaram títulos mais seguros e com rendimentos melhores. No caso, os títulos do tesouro da maior economia do mundo. Internamente, Bolsonaro sinalizou que não pretende realizar reajustes às demais categorias do serviço público, algo que foi considerado positivo pelo mercado, mas é uma questão que ainda exige cautela.

Acompanhando o embalo do exterior, o Ibovespa teve alta de 1,80%, cotado a 103.779. A alta das commodities contribuiu para a alta de ativos importantes. E a inflação dentro da esperada, com avanço menor em relação a dezembro, também contribuiu para a alta do mercado, principalmente de ativos relacionados ao consumo, que vinham perdendo nos últimos pregões.

As Bolsas asiáticas fecharam majoritariamente em alta, acompanhando os seus pares ocidentais e devido a dados de inflação ao produtor mais fracos na China, o que pode melhorar as perspectivas para a produção industrial e para a inflação ao consumidor. Na China continental, o índice Xangai Composto subiu 0,84% e o Shenzhen Composto avançou 1,42%. O Nikkei se valorizou 1,92%. o Hang Seng saltou 2,79% e Taiwan teve alta de 0,48%.

O minério de ferro em Dalian teve alta de 3,49%, a US$ 133,68. Em Singapura, a alta foi de 2,02%, a US$ 131,50.

Os mercados europeus operam em alta, seguindo o que aconteceu ontem em Nova Iorque. A alta na produção industrial da Zona do Euro na perspectiva mensal também anima os agentes enquanto esperam os números da inflação americana.

Nos EUA, os futuros também operam em alta, apesar da cautela com os dados de inflação e o Livro Bege, trazendo as percepções do Fed quanto à economia americana.

Internamente, a agenda está relativamente vazia e o mercado deve continuar seguindo os movimentos externos. Em mais um dia de altas nos preços do minério de ferro e do petróleo, companhias que os exploram devem ter mais um dia positivo.

A alta no exterior, juntamente com o avanço do minério de ferro e do petróleo, devem ser pontos positivos no dia, principalmente para as companhias dos setores de tais commodities.

O investidor também deve ficar atento ao noticiário político que pode respingar no já frágil fiscal.

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Matheus Jaconeli

Analista de Investimentos da Nova Futura Investimentos

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