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quinta-feira, janeiro 21, 2021

Mesa x bol$o

As restrições impostas por governos de diversos matizes à exportação de produtos agrícolas para deter a escalada dos preços dos alimentos remove antigo dogma abraçado pelos defensores do “livre mercado”. Segundo estes, não haveria razão para priorizar o mercado interno em relação às exportações agrícolas, porque não haveria contradição entre ambos. O choque entre o interesse dos povos de várias partes do mundo prejudicados pela disparada dos preços dos alimentos e do agronegócio, sedento pelo aumento das exportações, em detrimento, inclusive, do abastecimento de seus próprios países, não poderia ser mais didático.

Fator punição
Só o sectarismo do viés fiscalista permite que o Governo Lula e setores da mídia tratem como aumento de gastos o fim do fator previdenciário, já aprovado no Senado e agora dependente de votação na Câmara dos Deputados. Por esse mecanismo, introduzido pelo então presidente FH – com a autoridade moral de quem obteve aposentadoria aos 42 anos retroativa aos 37 – reduz-se, principalmente, o valor dos benefícios dos brasileiros que começam a trabalhar mais cedo, mesmo depois de cumprirem 35 anos de contribuição (homens) e 30 anos (mulheres). Além de tungados nos seus direitos, esses brasileiros ainda são tachados de “privilegiados” ou detentores de aposentadorias precoces. Tudo isso, como se começar a trabalhar aos 12, 13, 14 anos fosse condição invejável pelos verdadeiros privilegiados deste país.

Visão
O novo Ford Ka é o carro popular que oferece ao motorista melhor visibilidade. Mille e Palio, da Fiat, Clio (Renault), Polo hatch (Volks) e Peugeot 206 vêm em seguida. Fox, da Volks, e os novos Ford Fiesta e GM Corsa, carros que estão entre os campeões de venda, não se saem muito bem quando o assunto é ver o que se passa fora do veículo. Eles conseguiram apenas duas estrelas e meia num total de cinco possíveis em estudo conduzido pelo Cesvi Brasil.

Mister Magoo
Os piores são o sedan Fiat Siena e o Volkswagen Cross Fox, que conseguiram apenas uma estrela. O melhor carro à venda no mercado brasileiro quando se trata de visibilidade do motorista é o Honda Fit, que obteve quatro estrelas e meia das cinco.
O Cesvi Brasil analisa aspectos de segurança de automóveis. Muitas seguradoras usam os números do Cesvi para aumentar ou reduzir o preço do seguro de um carro. A falta de visibilidade do motorista, seja na parte traseira ou relacionada aos pontos cegos do carro, aumenta os riscos de acidentes.

Exemplo
As propagandas de TV da Polar, cerveja preferida dos venezuelanos, são muito diferentes das que vemos no Brasil. Em vez de mulheres jovens e seminuas, a empresa aposta na divulgação de projetos de responsabilidade social. Segundo setores ligados ao Governo Chávez, trata-se de uma iniciativa para barrar qualquer futura tentativa de estatização da empresa.

Saúde
O cigarro é um dos produtos mais taxados na Venezuela. Um maço de Marlboro, que no Brasil custa R$ 3,25, é vendido por 7,50 bolivares (quase R$ 6) no país de Hugo Chávez.

Nas bancas
O Governo Chávez distribui em algumas estações do Metrô de Caracas pequenos livretos com trechos de discursos de Fidel Castro e do próprio Chavez. Setores ligados ao chavismo já possuem seu jornal na Venezuela, o Diario Vea. Segundo jornaleiros da capital, Caracas, é o terceiro na preferência da população (os dois mais vendidos são El Universal e El Nacional).

Mais prazo
Os médicos cariocas querem o adiamento do prazo para informatização dos consultórios, estipulado pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) para 30 de novembro. Segundo a presidente do Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio de Janeiro (Cremerj), Márcia Rosa de Araujo, isso envolve custos, como a compra de equipamentos (computadores, impressoras, programas), acesso a banda larga, além de treinamento para as secretárias. A classe fará uma assembléia, nesta segunda-feira, para debater o tema e também as negociações com os planos de saúde. As principais reivindicações são: reajuste da consulta para R$ 50 e equiparação dos valores entre os planos individuais e coletivos.

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Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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