México: CPI de julho

Core mais relacionado ao câmbio parou de subir e o mais relacionado a salários devolveu a alta vista na primeira quinzena.

Opinião do Analista / 10:38 - 10 de ago de 2020

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A inflação de julho no México veio em linha com o esperado, com aumento tanto do headline quanto do core­, tal como antecipado pela inflação quinzenal.

Na ponta, no entanto, o dado foi mais positivo, com estabilização da alta de bens, tanto mercadorias alimentícias quanto não alimentícias. A inflação de serviços também parou de cair, mas puxada por setores mais voláteis, enquanto itens que respondem à fraqueza da atividade seguiram caindo.

O headline passou de 3,33% em junho para 3,62%. A aceleração foi puxada pela alta de bens vista na primeira quinzena e pelo componente non-core.

O componente non-core subiu de 2,165 para 2,92%, diante do aumento de preços energéticos (-1,89% para 0,95%), parcialmente compensada pela queda de agropecuários (7,70% para 5.,5%), embora siga em patamar elevado.

O core passou de 3,71% para 3,85%, em função da alta vista na primeira quinzena do mês.

Na segunda quinzena, a inflação de serviços estabilizou na ponta. Contribuíram positivamente passagens aéreas e pacotes turísticos (embora ambos sigam desinflacionários), que foi compensada por continuada queda de habitação, recreação e atividades culturais, alimentação e acomodação, além de transporte por via terrestre. Ou seja, não fossem os itens voláteis relacionados a turismo, serviços continuaria cedendo.

O componente de bens também se manteve estável. Vestuário e artigos de residência continuaram acelerando, houve redução da inflação de medicamentos, bebidas e tabaco, entre outros.

Como consequência, o core mais relacionado ao câmbio parou de subir e o mais relacionado a salários devolveu a alta vista na primeira quinzena.

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Felipe Sichel

Estrategista-chefe do Banco Digital Modalmais

Fonte: www.modalmais.com.br

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