Indústria: MPEs não têm dificuldades para pagar 13º

Micro e pequenas empresas tiveram alta de 10,5%, superando o aumento geral do índice, de 10,1%

27
Dinheiro, cédulas de real
Credito (Foto: ABr/arquivo)

A 9ª rodada da Pesquisa Datafolha, encomendada pelo Sindicato da Micro e Pequena Indústria (Simpi), revela perspectivas mistas para as Micro e Pequenas Indústrias (MPIs) em relação ao fim do ano e ao pagamento do 13º salário.

Quanto ao pagamento do 13º de 2023, 35% não preveem dificuldades, mas a região Nordeste enfrenta desafios, com 14% relatando dificuldades. A Região Sul se destaca com 36% enfrentando mais dificuldades em relação ao ano anterior, sinalizando mudanças econômicas na região.

A fonte principal para pagamento será o capital próprio da empresa para 85% das MPIs, demonstrando estabilidade financeira. A Região Nordeste se diferencia ao recorrer a empréstimos de outras fontes. A maioria (85%) não vê risco de atraso no pagamento.

Além disso, 21% consideram pagar parte do 13º com produtos ou serviços da empresa, com destaque para o Nordeste, com 36% considerando essa opção. As MPIs estão otimistas quanto às vendas de fim de ano, mas existem desafios no pagamento do 13º salário, com variações regionais significativas. A pesquisa sugere uma dinâmica econômica diversificada no cenário das MPIs, com estratégias adaptadas às circunstâncias locais.

Espaço Publicitáriocnseg

No que diz respeito ao fim de ano, 43% dos dirigentes de MPIs veem o período entre outubro e dezembro como especial para vendas e faturamento, enquanto 39% consideram-no normal, com destaque para 46% das pequenas indústrias. No entanto, 17% o consideram ruim. O Nordeste se destaca, com 52% vendo o período como especial, possivelmente influenciado por tendências econômicas regionais.

As micro e pequenas empresas impulsionaram o crescimento da busca por crédito realizada durante o mês de outubro, em comparação com o mesmo período do ano anterior. Com aumento de 10,5%, as MPEs superaram a alta geral do Indicador de Demanda das Empresas por Crédito da Serasa Experian, que considera empresas de todos os portes e atingiu 10,1%. Além disso, as grandes tiveram aumento de 8,4% e as médias empresas registraram queda de 4,0%.

Na análise por setores, a categoria serviços cresceu 15,1%, em seguida ficou demais – que contempla empresas do segmento primário, financeiro e do terceiro setor -, com aumento de 5,8%. comércio e indústria vieram na sequência com 5,8% e 5,1%, respectivamente.

Em outubro deste ano, todas as UFs tiveram reação positiva na busca por crédito. O destaque ficou com o Distrito Federal, que apresentou aumento de 18,9%.

Em outubro, na comparação com o mesmo mês de 2022, todas as UFs do Sudeste registraram alta na busca das companhias por recursos financeiros. Os dados são do Indicador de Demanda das Empresas por Crédito e mostram, ainda, que o maior índice foi no Rio de Janeiro (17,8%) e o menor, no Espírito Santo (7,4%).

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui