Milei demite mais 70 mil funcionários públicos

Presidente da Argentina, Javier Milei, segue política de arrocho fiscal em cima dos servidores e dos mais pobres

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Javier Milei acenando
Javier Milei (foto de Martín Zabala, Xinhua)

O presidente da Argentina, Javier Milei, acusou as políticas “populistas” dos governos anteriores e anunciou que 70 mil empregos públicos serão eliminados a fim de aprofundar as medidas de arrocho fiscal estabelecidas por sua administração desde dezembro passado.

O presidente falou na tarde desta terça-feira (26) no Fórum Econômico Internacional das Américas, realizado na cidade de Buenos Aires, onde fez um relato do que chamou de “situação desastrosa” que herdou ao tomar posse em 10 de dezembro e das medidas adotada nos primeiros 100 dias de governo.

Após o discurso de Milei, o secretário-geral da Associação dos Trabalhadores do Estado (ATE), Rodolfo Aguiar, anunciou uma greve nacional e disse ao presidente que “não poderá demitir 70 mil funcionários do Estado”.

“A Argentina viveu durante mais de 20 anos sob um regime populista selvagem que levou à destruição do capital e da produtividade, razão pela qual estamos numa situação absolutamente miserável”, disse o chefe de Estado.

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Milei garantiu que “durante a primeira semana de dezembro os preços estiveram a 1% ao dia”, situação que colocou o país perante a hiperinflação. Ele sublinhou a necessidade de implementar “um programa de estabilização muito duro” para evitar a subida dos preços, sem “negligenciar” politica social.

As medidas adotadas até agora, porém, levaram a alta dos preços, com retirada de subvenções a tarifas de transporte, energia e combustíveis. A desvalorização do peso frente ao dólar também elevou os preços dos alimentos.

“Nós, argentinos, nesta aventura populista, perdemos 80% de nossa renda: a consequência disso é que temos mais de 50% de pobres e 10% de indigentes”, disse o presidente, culpando seus antecessores pela disparada da pobreza em seu governo.

Milei acrescentou que a herança recebida inclui desequilíbrio monetário, desequilíbrio no balanço do Banco Central e indicadores sociais piores do que os registados na crise econômica e social do final de 2001.

Ao explicar as diferentes medidas de ajustamento fiscal desde que assumiu o cargo na Casa Rosada para atingir o défice zero, Milei expressou que foram eliminadas as transferências discricionárias para as províncias. “Também despedimos 50 mil funcionários públicos, e não só isso, e agora mais contratos estão terminando e 70 mil contratados vão sair.”

Milei destacou que a sua administração adotou medidas de contenção social e disse estar “muito otimista em relação ao futuro”. “O primeiro fato importante é que quando assumimos o cargo, apenas 20% dos argentinos acreditavam que daqui a um ano estariam melhores, mas em janeiro esse número subiu para 30%, em fevereiro subiu para 42%, e hoje o número é de 50%”, acredita o presidente.

Milei comentou que “há esperança porque os argentinos estão abraçando as ideias de liberdade, portanto, não só vou dizer a eles que seremos melhores, eles já sabem que seremos melhores”.

Com Agência Xinhua

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